Barra de Santana sedia mutirão de documentação da mulher agricultora

O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Barra de Santana foi palco de mais uma atividade em benefício dos associados e associadas daquela casa sindical e da sociedade em geral com o mutirão de documentação da mulher agricultora(foto) através do Programa Nacional de Documentação da Mulher Trabalhadora Rural (PNDTR) que é uma atividade do Governo Federal via Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na Paraíba e Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) numa ação que atendeu agricultoras e agricultores do município de Barra de Santana.

O mutirão de documentação da mulher agricultora aconteceu na sede daquele sindicato na última quarta-feira(14) e contou com participação de mais de 500 agricultoras e agricultores na busca de solucionar problemas diversas no campo do jurídico, tirar documentos diversos dentre outras ações.

Bertônio Feitosa da Silva é assessor jurídico junto aquela entidade e trabalhou dentro do processo de mutirão tirando dúvidas sobre direitos e deveres da trabalhadora rural e garante que as ações do programa vieram somar com o trabalho que vem sendo dese. “Via de regra a questão forte é a questão previdenciária, isso muito simples, porque os agricultores eles não têm muito os documentos, no meio rural é muito complicado a gente obter documentos, as vezes a gente mora no sitio, mora na zona rural e nem sempre precisa fazer um documento pra pedir um leite, pra comprar um arroz e a gente fica tantas vezes sem os documentos pra mostrar que é agricultor e aí quando se tem a chance de postular um benefício, uma aposentadoria, uma pensão por morte ou um salário maternidade é que chega no INSS e o INSS nega dizendo que a gente não tem documento comprovando que é agricultor”, exemplifica aquela advogado acrescentando que a conscientização tem sido necessária, especialmente para o público jovem que as vezes acham que aposentadoria e toda essa linha de direitos fica para um futuro muito distante. “Com certeza e no caso específico de Barra de Santana, gostaria de frisar e ressaltar mesmo que esse município está de parabéns. Temos um presidente que luta realmente pelo trabalhador e tem uma mente progressista que quer crescer, quer conscientizar o produtor e não fica com os braços cruzados para a luta do agricultor”, comenta aquela jurista referindo-se a luta daquela direção sindical.

Inês Barbosa Guedes é coordenadora do programa de documentação junto ao Incra-PB, participou de todas as atividades, falou com Stúdio Rural sobre o significado de todas as ações trabalhadas naquele e em diversos outros municípios dentro dessa campanha de mutirões. “Começamos agora no mês de agosto com uma solicitação do superintendente do Incra, Lenildo Dias de Morais junto com Antônio Alves, do MDA solicitando do ministro para que a gente pudesse esse mutirão emergencial nos municípios que foram atingidos pelas enchentes, então a gente o primeiro pedido atendendo oito municípios e estamos na segunda etapa agora com mais outros municípios, começamos por: Massaranduba, Lagoa Seca, hoje está sendo aqui em Barra de Santana, amanhã vai ser Barra de São Miguel, depois Queimadas, Ingá e São Miguel de Taipú”, explica dizendo ser um momento marcante para a trabalhadora rural se documentar e se esclarecer sobre diversos direitos e deveres e disse que a turma jovem tem demonstrado amplo interesse em ter todos os seus documentos.

Maria de Fátima Araújo Rodrigues de Melo é defensora pública, veio de João Pessoa e falou sobre o trabalho desempenhado por aquele órgão em favor da mulher agricultora. “Pra nós é motivo de alegria a gente se deparar trazendo benefícios para as pessoas que são tão carentes, em especial às pessoas da Zona rural onde até o programa em nomenclatura é programa de documentação da mulher trabalhadora rural, isso não quer dizer que os homens não tenham seus próprios atendimentos. Aqui hoje mesmo diante de várias orientações jurídicas que foram dadas as pessoas é que estamos ajuizando ações de divórcio onde foi requerido pelo marido, investigação de paternidade, reconhecimento de paternidade também coisas que a gente vê que hoje em dia é difícil, principalmente na zona rural eles de deslocarem para os fóruns ou para as comarcas em busca de um defensor público até porque a sua situação econômica não permite, a dificuldade de locomoção também de transporte e quando os mutirões vêm à essas cidades é exatamente trazendo esses serviços e geralmente, graças á deus, somos bem-sucedidos no sentido de que defensoria pública trata exatamente daquela assistência gratuitas àquelas pessoas que são realmente necessitadas”, explica aquela representante da defensoria pública paraibana ao deixar seu recado de que as pessoas busquem informações que lhes coloquem frente a frente com sues direitos e deveres. “Eu acho que hoje o informativo é muito grande, as pessoas estão ligadas no noticiário, hoje a internet viabiliza esse contato com o mundo em geral e o recado que eu deixo é exatamente pra que os órgãos de cada município, os gestores que invistam mais no sentido de palestras, no sentido de juntar as pessoas, de mostrar os programas de políticas que existem por aí com políticas públicas e levar ao conhecimento dessas pessoas”.

Paulo Medeiros Barreto é diretor presidente daquele sindicato e, ao falar com os ouvintes das emissoras parceiras fala sobre a importância de programa dessa natureza e sobre o empenho daquela entidade sindical com a parceiras locais em somar com o governo federal para que as ações acontecessem com o envolvimento de ampla participação das famílias agricultoras de todos os recantos de Barra de Santana evidenciando que todos os serviços são de muita importância principalmente pelas dificuldades comuns aos moradores camponeses. “Tem que ter um certo manejo corretamente pra não ter desagradar de ambas as partes, pra ficar todo mundo satisfeito e o serviço ser completo e bem realizado”, explica Medeiros dizendo que atualmente há um interesse da juventude em se documentar citando como exemplo que cerca de 80% dos atendidos eram jovens abaixo de 20 anos de idade. “Mostra que além da diplomação, o próprio cidadão acha interessante e que é correto ele correr pra se documentar numa idade correta, hoje nós tivemos jovens com quinze anos todos querendo se documentar pra ficar com seu documento na mão pra amanhã não ter nenhum problema se tiver que sair indo pra outra localidade ou requerer um benefício, atendimento médico ele está documentado com seus documentos”.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Universo Rural

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