Cajucultores dão exemplo de organização e agregação aos produtos do caju

Fundada no ano de 2005, a Central de Cooperativas dos Cajucultores do Estado do Piauí, Cocajupi, com sede em Picos-PI, 310 Km de Teresina, vem dando um exemplo de organização no sistema de agregação de valor aos produtos do caju, num trabalho que conta com o apoio da Fundação Banco do Brasil e que já envolve nove cooperativas e centenas de famílias de agricultores dos municípios de Altos, Campo Grande do Piauí, Itainópolis, Jaicós, Monsenhor Hipólito, Pio IX e Vila Nova do Piauí.

Segundo o diretor presidente daquela casa cooperada, Vicente Rufino Cortez, a Central se encarrega de coordenar o trabalho de gestão junto as cooperativas e do processamento da classificação, embalagem e comercialização da amêndoa da castanha do caju num trabalho que já envolve famílias de agricultores de cidades diversas que antes tinham no atravessador a alternativa de venda com perdas significativas diante da venda do produto. “Nós hoje estamos com cerca de 600 famílias envolvidas de pequenos produtores e tem mais cerca de 350 pessoas trabalhando dentro das mini-fábricas e dentro da Central”, argumenta Vicente, acrescentando que o parque fabril tem uma capacidade de produzir 1200 quilos de amêndoa dia, porém apenas 60% estão em pleno funcionamento.

Ao contatar com Stúdio Rural Vicente informou que o Estado é o segundo maior produtor de castanha do país, mas a castanha era toda vendida ao atravessador que revendia para outros estados a exemplo do Ceará e atualmente é um produto que gera emprego e renda no interior do Estado do Piauí. “A riqueza da castanha estava indo sobretudo para o Ceará, ela provoca emprego e renda lá no Ceará porque lá era agregado valor, então discutido isso se convidou as pessoas para formar as cooperativas e se buscou entidades que nos apoiassem neste feito”, argumentou a liderança.

Vicente falou sobre a importância da Fundação Banco do Brasil no processo de organização e apoio financeiro ao projeto de desenvolvimento solidário e integrado, dizendo que ações como as da empresa enquanto parceira deveria serem trabalhadas por outras empresas e organizações na busca de desenvolvimento de microrregiões integradas. “A Fundação Banco do Brasil foi fundamental tanto no pensamento, nas discussões do formato dessa central como também entrou na questão do financiamento tanto da construção civil da Central e das Mini-fábricas e na questão das aquisições dos equipamentos necessários ao funcionamento das mini-fábricas”, relata.

Com relação ao processo de venda, Vicente informou que a empresa cooperada está efetuando as vendas em toda a região e mercados do Sudeste, mas que o objetivo é ampliar e buscar os mercados nacionais e internacionais.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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