Capital paraibana sedia encontro estadual de manejo florestal comunitário

Na próxima sexta-feira, dia 14 de outubro, a cidade de João Pessoa, capital paraibana, sediará o segundo encontro estadual de manejo florestal comunitário que acontecerá no auditório do Interpa, Instituto de Terras e Planejamento Agrícola da Paraíba a partir das 08 horas da manhã e contará com organizações diversas interessadas no sistema de produção de lenha com práticas ambientalmente corretas que proporcionem desenvolvimento econômico de forma sustentável.

Segundo o coordenador da ONG SOS Sertão, Joaquim Araújo de Melo Neto(esquerdo), o evento contará com presença de representações de organizações diversas e de agricultores e agricultoras interessadas em discutir os rumos do manejo florestal tomando como referência o que tem sido feito, o que pode ser feito, qual o potencial do Estado da Paraíba, quais os entraves, dificuldades a serem resolvidos para que possam transformar-se em políticas públicas para o melhoramento da qualidade de vida dos agricultores e de empresas e órgãos que dependem dos produtos madeireiros como indutor para o crescimento com sustentabilidade.

Joaquim Neto disse que áreas importantes já estão sendo acompanhadas no sistema de produção em manejo florestal e que precisam de amplo acompanhamento e reconhecimento de órgãos governamentais para que possam trabalhar o processo de colheita desses materiais e ao mesmo tempo circular esses produtos dentro da legalidade. “Existe a lenha ilegal ainda, atravessadores também, a lenha ilegal que é desenvolvida não é nem através de manejo , existe um pouco a falta de fiscalização, existe um pouco de burocracia, são entraves que não existem só no estado da Paraíba, é preciso que a gente sente, coloque isso na mesa, o governo é parceiro neste programa, tem contribuído pra ajudar, tanto o governo federal como o governo do estado, é preciso que as prefeituras também entendam a questão, possam perceber que a madeira, a lenha é a principal fonte energética da região, das cerâmicas, indústrias, padarias que dependem exclusivamente dessa madeira”, explica Joaquim ao dialogar com os ouvintes do Programa Domingo rural na manhã deste domingo(09/10).

Ele disse que trata-se de uma economia que faz girar milhões de reais em recursos e que envolve milhares de pessoas do campo e da cidade que dependem de forma direta da atividade e que as entidades de governos e da sociedade civil organizada não podem deixar isso acabar, devendo implementar as maneiras sustentáveis de produção com produtividade socioambiental. “Dia 14, todo mundo convidado lá para dar sua proposta, dar sua contribuição pra gente discutir os rumos do manejo florestal mo estado, trazer novas alternativas, novas medidas, ver os entraves, ver as questões que estão hoje determinando os atrasos nos encaminhamentos, o que é que a gente pode melhorar, como é que está a legislação, como é que está a quantidade de assentamentos, como é que a gente pode aumentar essa quantidade de manejo, qual o apoio do governo, qual que é o apoio da sociedade, isso a gente vai é o que a gente vai ter a oportunidade de discutir”.

A SOS Sertão, Organização Sertaneja dos Amigos da Natureza, é uma Organização Não-Governamental sediada no município de Patos – PB com ações e projetos em comunidades rurais diversas em diversos assentamentos da reforma agrária(Clique e leia) de municípios paraibanos e trabalha acompanhamento e assistência técnica de extensão florestal necessária à execução dos Planos de Manejo Florestal Sustentável, com visita de campo permanente nesses assentamentos, objetivando monitorar o processo de implementação do Plano de Manejo junto às respectivas famílias envolvidas.

Calibri mso-bidi-font-family: black;>Também objetiva promover eventos de capacitação, com ênfase em atividades de campo para os assentados e técnicos de organizações locais de ATER, relacionados às temática de manejo florestal, aproveitamento e beneficiamento dos produtos e comercialização; e Calibri mso-bidi-font-family: black;>laborar relatórios de execução para cada um dos Planos; promover eventos de intercâmbio entre o público de interesse além de promover dias de campo com representantes de organizações governamentais e não-governamentais que tenham interface com o tema florestal.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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