Casserengue e região resistem no processo agroecológico da agricultura familiar

O município de Casserengue, Curimataú paraibano, e municípios da região vêm num processo articulado para o fortalecimento da agricultura familiar agroecológica mesmo em tempos de pandemia do coronavírus.

No último domingo(16), Domingo Rural entrevistou o agrônomo Wagner Santos Lima Azevedo falando sobre o conjunto das atividades desenvolvidas no município e em diversos municípios componentes do Polo Sindical da Borborema numa ação acompanhada pela equipe da ONG AS-PTA, Agricultura Familiar e Agroecologia, junto as entidades da agricultura familiar de 14 municípios da região em sintonia com as ações da Articulação do Semiárido. “Esse ano vem surpreendendo em algumas regiões, aqui na região do Curimataú vai ter uma colheita significativa para alguns agricultores no nosso e em outros municípios, mas pegando pra essa região do Seridó Cariri os municípios foram mais privilegiados no decorrer desse ano, nos demais municípios do compartimento da Borborema foi bastante variado as chuvas, as colheita não vai ser o tanto esperado em razão das irregularidades de chuvas”, explica aquela representação ao dialogar com nosso público ouvinte Domingo Rural. “Nuns municípios choveu mais, noutros menos, mas vamos ter produção em todos esses municípios aqui, se Deus quiser, milho feijão, fava, algodão, criações também, muita forragem estocada, a gente está com a expectativa de que não será um dos melhores, mas vai ter produção sim”, relata.

Wagner explicou que as entidades vêm num processo de distanciamento social em razão da pandemia, mas têm estado em permanente contato com as famílias agricultoras no sentido de continuar fortalecendo as práticas agroecológicas no território, cuidados para o processo produtivo com segurança a saúde e comercialização dos produtos de forma segura para quem produz e para quem consome. “Com os decretos, tive municípios que passaram mais de 90 dias com as feiras sem funcionar, a exemplo de Remígio, Esperança, Alagoa Nova, e nesses municípios os agricultores tiveram que buscar outras formas de comercializar seus produtos de forma organizada, e a gente sempre dialogando com os agricultores a distância, mas sempre no cotidiano dando a porte”, relata justificando que as famílias agricultoras passaram a se utilizar das plataformas digitais como forma de fazer suas vendas e entregas em domicílios e mais recentemente estão num processo de retomada no funcionamento das feiras agroecológicas com vendas diretas ao consumidor.    

Santos explicou que o trabalho das entidades de assessoria continua no decorrer desse semestre com a perspectiva de construção estratégica nas dinâmicas do novo normal. “Como planejamento, a gente está na construção, juntamente com esse processo de flexibilização, atendendo os decretos a nível de estado e dos municípios também pela reabertura dos comércios, dos serviços públicos que vão passando a operar de forma mais cautelosa e a gente está nessa mesma dinâmica construindo junto com os nossos parceiros, também com os agricultores como melhor forma da gente continuar fazendo o processo de assessoria, de assistência às famílias, mas com o maior cuidado”, complementa.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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