Coletivo de entidades discute construção de políticas para secretaria da agricultura familiar paraibana

Discutir e reunir as políticas e ações desenvolvidas pela agricultura familiar no Estado da Paraíba para que possam fazer parte no programa de governo da secretaria executiva da agricultura familiar da Secretaria de Desenvolvimento da Pecuária e Pesca do Estado da Paraíba foi a meta a de um grupo composto de representação da Universidade Federal da Paraíba, Universidade Federal de Campina Grande, Embrapa, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, entidade da Articulação do Semiárido Paraibano dentre outras que participaram de uma reunião na última terça-feira(08/02) e que contou com a participação do secretário da agropecuária e Pesca do estado, Marenilson Batista, secretário executivo da agricultura familiar, Alexandre Eduardo e do coordenador da Secretaria de Segurança Alimentar do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome(MDS), Crispim Moreira.

Componente da ASA Paraíba, Articulação do Semiárido Paraibano e assessor da AS-PTA, José Camelo disse tratar-se de um momento novo no estado em que os setores organizados da sociedade se reúnem para fazer um levantamento das ações exitosas trabalhadas em todos os territórios estaduais e que passem a fazer parte dos investimentos feitos pelo governo estadual em parceria com o governo federal e governo locais, ações que venham estruturar as unidades produtivas com geração de trabalho e renda num modelo sustentável. “Eu diria que esse é um momento novo no Estado da Paraíba porque o estado começa a dialogar com a sociedade civil no sentido de entender o que é que a sociedade civil está discutindo, refletindo e construindo sobre as políticas de convivência com o semiárido e aí nesse momento está sendo interessante porque nós estamos apresentando o que de fato estamos construindo no Estado da Paraíba, a ASA tem uma organização que eu diria uma das articulações mais bem consolidadas no semiárido, porque nós existimos mesmo antes da criação da ASA Brasil nós já existíamos enquanto ASA Paraíba organizada com suas diversas organizações da sociedade civil, igrejas, associações, sindicatos, organizações não governamentais, pessoas que têm contribuído e a gente tem se organizado a partir de grupos temáticos”, justifica aquele assessor ao contatar com os ouvintes do Programa Universo Rural da Rádio Bonsucesso de Pombal da quarta-feira(09/02) e com os ouvintes do Programa Domingo Rural das emissoras parceiras neste domingo(13/02), exemplificando a políticas de bancos comunitários de sementes da paixão em todas as microrregiões, temática do acesso á água onde as políticas de governo vejam a política a partir da descentralização dos recursos hídricos com ações como barragens subterrâneas, cisternas de placas e cisternas calçadão de captação de água de chuva dentre ações que possibilitam melhor leitura no processo de convivência com a realidade semiárida do estado.

José Jonas Duarte é professor da Universidade Federal da Paraíba, Campus João Pessoa, e disse que os setores diversos na perspectiva de trabalhar com um governo popular democrático já que os dirigentes da agricultura no estado são pessoas vinculadas com trajetória associada aos movimentos sociais, universidades e pesquisas e, desta forma, os movimentos se organizaram para criação de um coletivo propositivo que reúna experiências, propostas e soluções para que sejam implementadas nas políticas do governo do Estado da Paraíba. “Nós estamos com propostas concretas para o governo, uma delas e que eu apresentei ali a pouco, eu sou favorável que se apresente na secretaria de agricultura uma estrutura para coordenar que centralize as políticas para o semiárido, as políticas que estão dentro das tecnologias alternativas para o semiárido. Por exemplo, programa de cisternas é fundamental no semiárido, o P1+2 Programa Um Milhão de Cisternas para o consumo humano e uma cisterna para a produção, a cisterna calçadão com água para produzir hortaliças na agricultura familiar isso é perfeitamente possível, a barragem subterrânea, programas de recuperação de solo com vegetação nativa em pleno semiárido, recaatingamento, nós precisamos com urgência na Paraíba efetivar um programa de recaatingamento já que a Paraíba tem 60% de seu território em alto ou muito alto grau de desertificação, isso é uma chaga, isso é uma ferida aberto e se nós não formos fechando isso vai consumir a Paraíba, o território, a nossa produtividade, os nossos solos, a nossa terra está sendo consumida por esse processo”, explica o educador dizendo que acredita ser necessário ser criado um setor que possa coordenar e encaminhar ações prática exitosas já trabalhadas no estado para que sejam implementadas por aquele governo.

O coordenador da Secretaria de Segurança Alimentar do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome, Crispim Moreira, disse aquele ministério através da secretaria tem financiamento público para vários programas que são pilares no estado de uma política de promoção de uma agricultura familiar a partir do objetivo de promover segurança alimentar a exemplo de parcerias já trabalhadas com o governo do estado a exemplo de programas de acesso a água, o PAA, Programa de Aquisição de Alimentos dentre outros programas que justificaram a presença dele no evento de Lagoa Seca que tem como meta buscar fortalecer os programas de geração de trabalho, renda e segurança alimentar. “Na verdade essa articulação de governo e articulação da sociedade civil as políticas públicas só têm sentido e elas só conseguem permanência, qualidade, escala e sustentabilidade se a gente consegue juntar governos e sociedade cível, então aqui nesse caso a gente está nesse ambiente de cooperação entre academia, saberes, conhecimentos e os aportes políticos institucionais das universidades, a força dos movimentos social e sindical e o governo federal, então de fato essa combinação possibilita qualidade, permanência das políticas que nós estamos pensando aqui pra promover agricultura familiar camponesa e assentados”, justifica Crispim, informando que no ano passado o governo federal passou R$ 1, 2 bilhões de reais nos programas de transferências de rendas, bolsa família, Benefício de prestação continuada para idosos pobres e deficientes dentre outros programas de segurança alimentar e de assistência social dentre outros.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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