Comissão de cultivos agroecológicos afirma que ano agrícola fecha com resultados positivos

As atividades rurais desenvolvidas pelas famílias de agricultores e agricultoras agroecológicos do Compartimento da Borborema fecha o ano de 2008 com resultados extremamente positivos já que além de estarem enriquecidas com as tecnologias adaptadas a nossa região, estão a cada dia com os produtos mais próximos dos consumidores através dos inúmeros espaços e feiras agroecológicas espalhadas pelas cidades diversas de todo o compartimento e em cidades de microrregiões diversas de todo o Estado da Paraíba.

A afirmativa é do coordenador da comissão de cultivos agroecológicos do Pólo da Borborema e diretor do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município de Remígio, no Curimataú, Francisco Antonino da Silva, Chiquinho(foto), após participar de um encontro de avaliação realizado em Lagoa Seca no último dia 10 e 11 deste mês, promovido pelo Pólo Sindical da Borborema e as entidades do Coletivo Regional de Educação Solidária do Cariri, Seridó e Curimataú.

Durante aquele evento, Chiquinho concedeu entrevista a equipe Stúdio Rural e falou sobre o trabalho desenvolvido pelas entidades de agricultores junto as famílias que trabalham a agricultura num sistema integrado de produção numa lógica diversificada e sem o uso de produtos químicos que causem impactos negativos a saúde das famílias agricultoras, aos consumidores e ao meio ambiente. “Está forte, graças a Deus nós temos um grande número de agricultores que vem adotando as técnicas de trabalhar com os cultivos ecológicos inclusive já temos oito feiras na região: Campina Grande, Remígio, Solânea, Lagoa Seca e outros municípios que não lembro agora, mas já são oito municípios que já vem trabalhando com a feira agroecológica e isso é uma maneira de os agricultores venderem sua produção diretamente sem a preocupação do atravessador”, revela a liderança ao lembrar que são vantagens para todos os lados, consumidor e produtor, já que o produtor tem um espaço de cidadania, melhores preços com um planejamento de produção baseado na demanda de mercado e ao consumidor a vantagem de ter uma linha de produtos trabalhados por famílias camponesas acompanhadas e capacitadas por entidades de créditos em toda a região.

Ele disse que em favor do mercado os agricultores cultivam ampla linha de produtos no mundo animal e vegetal que passam por um processo de venda in natura e parte que passa por um processo de agregação de valor a partir da agroindustrialização sem o uso dos corantes e conservantes. “Nós temos hoje um bom número de agricultores em nossa região e da Paraíba, não só do Pólo Sindical como também a região do Cariri, do Litoral dentre outras, todas já tem ONGs que vem incentivando nosso trabalho de cultivos ecológicos de uma forma geral”, diagnostica.

Ele garante que os consumidores podem confiar nos produtos apresentados pelas entidades já que as entidades fazem um acompanhamento com visitas constantes as propriedades dos agricultores participantes das feiras agroecológicas e a Comissão tem a preocupação de ver de perto a forma de produção para que as ações técnicas e politizadas desenvolvidas pelas entidades e famílias sejam fortalecidas junto ao mercado e a sociedade em geral e garante que baseado na prestação desse serviço junto ao mercado consumidor é que o movimento acredita num movimento ampliado no ano de 2009. “Temos a expectativa de melhorar mais ainda o trabalho, e estaremos visitando outros agricultores agroecológicos que produzem e não estão ainda no processo de venda direta ao consumidor para que eles adotem essa idéia”, aposta Chiquinho.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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