Conselho deliberativo da FETAG promove reunião propondo enfrentamento aos SINTRAFs na Paraíba

Representações dos sindicatos dos trabalhadores rurais paraibanos, componentes do Conselho Deliberativo da FETAG, Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado da Paraíba, participaram de uma reunião que aconteceu na sede daquela federação, na última quarta-feira(29/02) e teve como pauta principal questões relacionadas ao surgimento de organizações em cidades paraibanas denominadas SINTRAF, Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Estado da Paraíba, modalidade que, no entender das representações dos 214 sindicatos de trabalhadores rurais, divide e fragiliza a categoria da agricultura familiar que tem sua representação nos sindicatos de trabalhadores.

Na opinião do presidente da federação, Liberalino Ferreira de Lucena, essa é uma luta que os sindicatos devem travar já que, para ele, o surgimento de outro sindicato traria uma divisão e fragilização da categoria camponesa e garante que a entidade estará lutando para evitar o surgimento da nova modalidade, afirmando que a luta dos sindicatos de trabalhadores rurais por si só justifica a agregação das famílias agricultoras e trabalhadores rurais pelo volume de conquistas alcançado pela categoria ao longo de muitos anos, fruto da organização e luta dos sindicatos. “Eu acho que o caminho é o caminho direto com o acompanhamento aos trabalhadores rurais, se nós somos 214 sindicatos e temos sindicatos com 20 e 30 anos que enfrentam dificuldades, imagina aquele que vai começar agora e nem sócio tem, imagine aquele que vai começar agora e não tem um advogado, que não tem um assessor, imagine a dificuldade”, explica aquela liderança ao dialogar com Stúdio Rural, mostrando um conjunto de ações desenvolvidas pelas entidades sindicais para o fortalecimento da agricultura familiar paraibana.

Já o representante do Pólo Sindical da Borborema e diretor do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Lagoa Seca, Nelson Anacleto, ao dialogar com Stúdio Rural, disse que o Sintraf não representa nenhum perigo para os sindicatos de trabalhadores rurais e garante que o verdadeiro perigo está na CNA, Confederação Nacional da Agricultura dentre outras entidades filiadas na Paraíba. “Na verdade eu acho que quem representa ameaça é os nossos inimigos maiores que é a CNA, a Faepa do Estado da Paraíba que são os representantes do agronegócio e do grande latifúndio, porque são eles que disputam o projeto da agricultura familiar. Eu acho que a Fetraf e ou Sintraf a preocupação, pelo menos minha, é mínima, porque vai depender da capacidade organizativa que o sindicato tem. Se no município o agricultor se sente representado no seu sindicato, na sua organização, com certeza esse agricultor ou aquela agricultora não vai procurar uma outra organização, agora se ele não se sente organizado ou se o sindicato não representa dignamente os seus anseios na sua grande maioria, aí é prato cheio pra entrar qualquer outro tipo de organização”, explica Anacleto.

Paulo Medeiros Barreto, é presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Barra de Santana, participou do encontro e disse que as entidades sindicais farão um trabalho político nas bases mostrando a importância da categoria dos agricultores e agricultoras familiares estarem unidos no processo de fortalecimento da categoria e mostrará na justiça a ilegalidade de qualquer proposta que se proponha na divisão. “Eu acho que devemos respeitar as leis e principalmente o que nos resguarda é a constituição federação que está lá dizendo que não pode ter divisão na categoria dos trabalhadores”, explica aquela liderança. “A luta começou agora, a discussão começou agora, então vamos partir pra luta, vamos reivindicar cada vez mais, e outra coisa, vamos apresentar nosso trabalho e você veja que a maioria dos sindicatos da Fetraf que está sendo fundada por aí é de pessoas que não são da zona rural, não são trabalhadores rurais, são profissionais que trabalham noutras áreas e até mesmo sindicalistas que perderam seus postos e agora fundam outro sindicato simplesmente pra confundir o trabalhador e pra dividir o homem do campo, mas a luta continua e vamos sair cada vez mais fortalecidos”, explica Medeiros ao dialogar com nossa equipe.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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