Coordenação discute fortalecimento da Rede do algodão agroecológico no semiárido

Discutir o fortalecimento da Rede do algodão agroecológico em estados do semiárido foi o objetivo de um grupo de agricultores, entidades não governamentais da Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí, representações da Embrapa Algodão dentre outras organizações empresas brasileiras e internacionais.

O encontro aconteceu nesta segunda e terça-feira(15 e 16 de março) no Day Camp Hotel, município de Campina Grande e contou com o acompanhamento do Programa Domingo Rural que conversou com representações de agricultores, empresários dentre outros falando sobre os resultados da produção agrícola agroecológica da agricultura familiar com inclusão do algodão no modelo diversificado e dialogou também sobre as ações a serem desenvolvidas neste ano agrícola 2010 atendendo ao que foi discutido durante aquela reunião.

“Pernambuco vem representado pelo Cento Sabiá, uma instituição que atua no estado, numa perspectiva de trazer elementos das outras regiões, nas regiões do Araripe onde o Caatinga atua, da região do Pajeú onde a Diaconia está presente e a nossa responsabilidade é representar o estado nesta discussão, trazendo os elementos de produção, de beneficiamento do algodão especificamente de agricultores que estão trabalhando por lá”, argumenta o representante da ONG pernambucana Centro Sabiá, Adeildo Fernandes da Silva, Dedé ao dialogar com a equipe Stúdio Rural, argumentando que a visão das entidades é de fortalecer a discussão entorno da produção diversificada na lógica da agricultura familiar que passa a ter o algodão como um produto a mais no modelo econômico na propriedade rural familiar.

“Outros estados também estão representando seus agricultores e vão ter conhecimentos durante esses dois dias de discussão que a gente está tendo aqui. Então a gente está discutindo anos anteriores e procurando aumentar o número de agricultores e de produção para 2010, 2011 e assim aumentar o cultivo do algodão agroecológico no estado da Paraíba”, argumenta o agricultor familiar, Euro Barbosa, residente na comunidade Salgado do Sousa, município de Solânea, Curimataú paraibano. “O agricultor está junto com as ONGs procurando a melhoria de incentivar a agroecologia no estado todo, nos nossos estados do Nordeste”, complementa, acrescentando que o ano de 2009 foi de boa produção e acredita que 2010 será ano com boas perspectivas já que o plantio da cultura se dará apenas durante o mês de maio.

“Faço uma avaliação onde nós sentamos todos os representantes dos cinco estados que hoje estão aqui discutindo as questões da Rede do Algodão agroecológico do Nordeste com o objetivo de aprimorar na tentativa de superar nesses gargalos dentro desse processo de produção agroecológico que não é tão simples assim, ou seja, é um processo em que nós trabalhamos a conversão do convencional para o agroecológico, esse é um processo de transição onde o agricultor passa por uma experiência, passa por um processo formativo em que eles tentam superar várias dificuldades dentro da convivência com o semiárido, aproveitando melhor os espaços, preservando melhor a própria natureza e respeitando os princípios da agroecologia onde não se utiliza veneno, onde utilizada as técnicas de conservação de solo, a utilização de defensivos naturais e enfim todo um trabalho voltado para a preservação ambiental”, explica o representante do GAM, Grupo de Agroecologia e Mercado, Francisco José de Sousa Pinheiro, com atuação em município do Sertão Central e Inhamuns do Ceará dentre os quais Tauá, Nova Russas, Quixeramubim, Quixadá, Choró, Canindé e Massapê.

Essa reunião já estava programada, veio o representante da ICCO(Holandesa) que é um grande guarda-chuva mundial de apoio á ONG, ao terceiro setor e nós apresentamos a ele o trabalho que sido feito pela rede de algodão agroecológico do semiárido e uma reunião bastante proveitosa e muito organizada, bem gerida pelo nosso Pedro Jorge e Thomas e eu acho que essas reuniões são sempre engrandecedoras pra mim pessoalmente porque a gente se engaja cada vez mais dentro dos processos da agricultura familiar e consegue compreender e style=mso-spacerun: yes>  ver como nós estamos evoluindo com a apresentação de um relatório que eu considero histórico. É um relatório do Marco Zero da agricultura do algodão agroecológico aqui no Nordeste e isso eu vejo nesse movimento como o início de um processo que vai durar pra sempre por ter sustentabilidade não só em nível de natureza como também da valorização das pessoas que estão envolvidas, então eu acredito demais no que a gente tem trabalhado em cima, a Coopnatural e esse relatório é que vai marcar todo o início desse processo e vai ser distribuído pelas universidades, pelos nossos parceiros, Sebrae, Federação das indústrias, Embrapa e é muito interessante”, explica a empresária paraibana e representante da Coopnatural, Maysa Gadelha.

“Aqui nos encontramos com a coordenação executiva da rede do algodão agroecológico do semiárido. É uma organização que junta a organização de agricultores, ONGs, instituições públicas de apoio e empresas. Aqui temos várias iniciativas hoje em cinco estados do Nordeste e que se colaborarmos iremos lograr resultados melhores e maiores, então é uma coordenação executiva que é representativa de cada tipo de ator, empresa,produtor agricultor, ONGs, organizações públicas e representações desses cinco estados onde nos reunimos para ampliar a produção do algodão agroecológico e a sua comercialização”, argumenta o representante da empresa francesa ‘Tudo bom?’ e consultor do grupo, Thomas Favannec, lembrando eu um próximo encontro ampliado acontecerá no mês de abril no Estado de Pernambuco.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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