Cresce pesquisa e produção com algodão orgânico na Paraíba
Pesquisadores da Embrapa Algodão Campina Grande vêm fazendo um trabalho com o plantio do algodão branco e colorido de forma orgânica, num trabalho que envolve agricultores familiares em Assentamentos Rurais no município de Remígio, no Curimataú paraibano dentre outros municípios no estado da Paraíba e outros estados nordestinos.
Segundo o pesquisador da Embrapa Algodão, Melchior Naelson Batista da Silva(foto), o Centro Nacional de Pesquisa do Algodão vem fazendo um trabalho com algodão orgânico na agricultura familiar de diversos estados do Nordeste, citando como exemplo o trabalho na Comunidade Gabinete, Assentamento Queimadas, no município de Remígio, onde as famílias de agricultores iniciaram um trabalho com a cultura sem uso de venenos e produtos químicos desde o ano de 2004 e que a partir de 2006 começou a ser acompanhado pela entidade de pesquisas, informando que os resultados estão tendo um processo de evolução em quantidade e qualidade. Os resultados são bons porque enquanto o ano passado nós tínhamos 18 agricultores, neste ano(2007), somente na comunidade Gabinete nós temos mais de 20 agricultores e no total, juntando todo o projeto, a gente está esperando mais ou menos uns 70 hectares plantados de algodão agroecológico, numa estimativa de produção perto de 20 toneladas, revela Batista, justificando que é motivo de satisfação para os agricultores e agricultoras que no final do século passado vivenciaram a produção da cultura como uma das mais importantes fontes de renda no meio rural de toda a região paraibana e nordestina.
Melchior falou sobre a ampla procura do mercado pelo produto que além de não utilizar produtos químicos que causem impactos ao meio ambiente oferece a vantagem de trazer um colorido de forma natural.
Uma vantagem apontada para o plantio da cultura é o fato de poder consorciar com diversos produtos adaptáveis a cada microrregião a exemplo de coentro, girassol, sorgo, feijão dentre outras, produtos que contribuem na compensação dos custos e melhora a capacidade de lucro por parte das famílias de agricultores envolvidas no projeto.
Melchior informou que a cultura já é trabalhada mediante contratos com empresas que garantem a compra, assegurando preços mínimos discutidos, de forma prévia, com as famílias de agricultores e as entidades envolvidas no projeto produtivo.
O trabalho com algodão orgânico acontece em vários assentamentos do município de Remígio a exemplo do Assentamento Corredor, Gruta Funda, Oziel Pereira e é desenvolvido numa parceria da Embrapa Algodão, Embrapa Transferência de Tecnologia escritório de Campina Grande, ONG Arribaçã com sede em Remígio, Sindicato dos Trabalhadores, Emater dentre outras. Essa é também uma forma de mostrar que a reforma agrária é importante para a produção, para a vida dos agricultores. Antes taxada de outros termos pejorativos de que os agricultores não queriam nada com a vida, estavam lá só para comer do governo e a terra, quer dizer, está mostrando que não, que os agricultores têm grande capacidade de trabalhar e de produzir. Então, nestes assentamentos as pessoas podem visitar e vê o que é um trabalho bem feito e feito com amor e dedicação pelos agricultores daquelas comunidades, finaliza Melchior.
Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural




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