Cultivos para geração de emprego e renda no semiárido é referência durante semana da Embrapa Algodão

Durante a semana de 12 a 16 deste mês dentro da programação comemorativa aos 46 anos da Embrapa Algodão Campina Grande, suas culturas pesquisadas foram tema central enquanto culturas complementares na geração de emprego e renda na agricultura do semiárido brasileiro.

Algodão e suas diversidades de cores fruto da pesquisa embrapiana, Sisal e seus subprodutos, gergelim e as linhas de produtos agregados valores, mamona com sua importância de mercado, e o amendoim foram evidenciados em diversos encontros promovidos com participação de pesquisadores, extensionistas, representações de organizações sociais da agricultura familiar e empresários.

“Preparamos essas apresentações direcionadas à um público e àqueles produtores que estão envolvidos com a programação de sistemas de produção voltados para aumentar a renda com a agregação de valor aos seus produtos, são culturas que a gente sabe que representam fatias do mercado específicas, nós temos um mercado que em 2020 foi responsável uma cifra de 50 bilhões de dólares, então o cultivo orgânico agroecológico, cultivo sustentável é um caminho sem volta nos sistemas de produção agrícola do mundo hoje em dia, se nós acreditamos que esse sistema não vai ser responsável por alimentar a humanidade, mas ele vai participar de uma parcela expressiva desse contexto e nós acreditamos que será fator de geração de emprego e renda como já é, mas vai se ampliar muito mais”, explica o chefe geral daquela unidade, Alderí Emídio de Araújo.

“Gostaríamos de parabenizar a Embrapa Algodão pelos seus 46 anos e que durante toda essa semana um conjunto de lives foram feitas com os diferentes sistemas de algodão, amendoim, gergelim, mamona, sisal e foi o Brasil todo e outros países participaram desse momento tão importante, e essa nossa semana de celebração conclui no dia 16 com uma sessão especial na Assembleia Legislativa em homenagem aos 46 anos da Embrapa Algodão e com certeza estamos a fazer um bom debate, num primeiro momento iremos falar sobre a questão do algodão orgânico, seja colorido ou seja branco e num segundo momento Waltemilton vai moderar uma mesa muito importante que é a questão do sisal com sua relevância no emprego e renda e sua importância para o semiárido”, explica o pesquisador daquela casa, Marenilson Batista, evidenciando a importância dos materiais pesquisados pela Embrapa para uso numa região com profunda limitação de chuvas.

“Em 2005 a 2006 eu busquei o apoio da Embrapa já que ouvi falar do algodão colorido, era um bom momento em que a época me influenciei por pessoas amigas, então busquei a Embrapa em busca de sementes, eu via que o próximo boom seria o produto natural, então consegui a parceria com as sementes já que eu tinha o sonho que era resgatar a cultura do algodão na nossa região já que nasci em Pombal, me criei em Catolé do Rocha e São Bento me adotou”, inicia o diretor da Empresa Santa Luzia de Confecções, Armando Dantas, detalhando informações que fizeram com que hoje a empresa seja uma das grandes agragadoras de valores ao produto do cotonicultura. “Esse ano agora a minha meta era plantar de 100 a 140 hectares, não conseguimos com as chuvas tardias, corri para o Rio Grande do Norte pra ver se plantava 60 hectares, sem chuvas também o pessoal desistiu, talvez não cheguemos a 50 hectares esse ano”, revela evidenciando como é cheio de entraves ser agricultor e ou fazer parte da cadeia produtiva.

“Eu vou falar do algodão em consórcios agroecológicos, temos uma experiência com o algodão orgânico dentro das experiências como força motora que faz girar a organização participativa de avaliação da conformidade orgânica que chamamos de OPAC que é a associação de agricultores que faz certificação participativa e consegue ter autonomia pra descaroçar o algodão, vender a pluma diretamente para as empresas, negociar preços dentro de um modelo de desenvolvimento sustentável e é esse modelo que a gente vai apresentar um pouco hoje compartilhando com as outras representações”, explica o assessor da ONG Diaconia, Ricardo Menezes Blackburn, que faz parte dos projetos do algodão nos sistemas agroalimentares em estados do semiárido nordestino.  

“Vou falar um pouco das experiências que a Empaer vem executando dentro do Projeto Algodão Orgânico no Estado da Paraíba, inicialmente a Emater, à época, fazia assessoramento aos produtores de algodão no estado, mas de uma forma pontual é que nós estamos fazendo uma assessoria para os produtores orgânicos ou agroecológicos ou que estava em transição para o processo de agroecologia, e era muito pontual, mas com a evidência do algodão crescendo na questão da sustentabilidade começamos a ter uma demanda maior no Estado da Paraíba, inclusive com a ação de compradores a exemplo de Armandinho, Maysa, Francisca e outras que estão dentro desse mercado cada vez mais necessitando dessa matéria prima essencial pra seus empreendimentos e aí houve uma procura cada vez maior pela Empaer para esse assessoramento”, explica o assessor da Empaer, Jefferson Ferreira de Morais, detalhando que 2020 registrou cerca de 380 famílias assessoradas no cultivo do algodão orgânico nas dinâmicas da diversidade cultural da agricultura familiar.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural/ Embrapa Algodão

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