Experiências do cooperativismo brasileiro faz parte de encontro internacional do algodão

As experiências do cooperativismo brasileiro foram amplamente evidenciadas através da palestra do presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras(OCB), Márcio Lopes de Freitas, na última quinta-feira, 22 de abril, durante o Fórum Regional Algodoeiro dos Países Parceiros do Sul Cooperação Sul Trilateral + Algodão.

No encontro, Freitas fez um histórico de superação do cooperativismo durante várias épocas de crises, em especial durante esse tempo de pandemia onde, enquanto empresas convencionais estão passando por um processo de quedas diversas, as cooperativas conseguiram contratar e trabalhar um processo de crescimento.

Freitas justificou que a Covid-19 sugere novas atitudes para um novo modelo de negócios que requer mais participação do empresariado para a inclusão e um público consumidor cada vez mais comprometido por um processo de consumo consciente. “Nas pesquisas que nós temos feitas aqui pela Fundação Getúlio Vargas, no Brasil o perfil do consumidor contemporâneo 62% dos consumidores entrevistados têm muito mais interesse por comprar de empresas que estão empenhadas em fazer o bem, 30% dos entrevistados estão muito dispostos a pagar mais por isso, então isso mostra com muita clareza que há uma mudança muito clara no perfil do consumidor que tende a ser cada vez mais impulsionado pela pandemia”, aponta aquela representação afirmando que essas são qualidades trabalhadas pelas empresas cooperativadas desde sua origem em 1844, em  Rochdale, no Noroeste da Inglaterra. “A proposta cooperativista sempre foi esta, foi um modelo de negócios que trouxesse muito mais inclusão social, geração de trabalho e renda, e buscar a economia através da economia de escala com redução de custos, ampliação dos benefícios a cada vez um número maior de pessoas.

Freitas disse acreditar em mudanças para o bem diante de tantas circunstâncias que o mundo vem passando. “Nós acreditamos nisso, eu especialmente acredito muito nesse processo, acredito nessa mudança para o bem, numa mudança em que a pandemia vai nos acelerar nessa direção que talvez seja a parte mais positiva que nós vamos ter no pós pandemia. Aqui no Brasil a gente vem trabalhando para que esse movimento se amplie e se estruture, nós temos no Brasil hoje 5.314 cooperativas com 15,500 milhões de cooperados, essas cooperativas geram hoje empregos diretos de 427 mil empregos com um crescimento de 12% em relação ao ano passado e em plena pandemia quando o desemprego foi em massa no Brasil as cooperativas aumentaram o números de empregados e pessoas acolhidas”, explica dizendo que esse quantitativo não contabiliza as pessoas físicas cooperadas que se agregam a essas cooperativas.

Ele explicou que a confiança é uma característica de fundamental importância no cooperativismo e garante que pesquisas mostram que as cooperativas brasileiras são tidas como as melhores empresas pra se trabalhar. “Nós precisamos ir além do interesse exclusivo do acúmulo de capital pelo ganho individual, a preocupação com o coletivo será foco cada vez mais intenso de nossos planejamentos e das nossas ações estratégicas daqui pra frente”.    

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural /

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