Domingo Rural acompanha avaliação de variedades de milho agroecológico em Juazeirinho

Acompanhar a oficina de avaliação de variedades de milho das famílias agricultoras do Coletivo Regional do Cariri, Seridó e Curimataú e do Pólo da Borborema foi a meta alcançada pela equipe Stúdio Rural na última quinta-feira(12) na comunidade Sussuarana de Juazeirinho, Cariri paraibano. No vento, cerca de 50 componentes de entidades da agricultura familiar associados aos órgãos da pesquisa e ensino estiveram fazendo comparações de variedades já trabalhadas na agricultura familiar local na tentativa de observar a capacidade produtiva de cada variedade.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Para o agricultor familiar agroecológico do Pólo da Borborema, José Luna de Oliveira, Zé Pequeno, o evento deu a demonstração de que a cada dia que se passa vai aumentando as experiências das famílias agricultoras e das entidades ligadas ao segmento já que são ações que se compartilham com as regiões do estado paraibano e de outros estados do semiárido brasileiro assegurando as sementes da agricultura familiar. “Eu vejo que os agricultores de hoje em dia eles estão fazendo até dias de campos e antigamente a gente era tidos como uns atrasados, hoje em dia somos procurados para repassar nossos conhecimentos e isso nos fortalece muito como agricultor”, explica Zé.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Fernando Fleury Curado é pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros e componente da pesquisa, diz que, apesar das limitações da oferta hídrica deste ano, foi possível fazer importantes comparações das variedades trabalhadas e afirma que, em breve, resultados estarão sendo apresentados para os setores de governo para que trabalhem essas variedades nas políticas públicas de sementes para a agricultura familiar dentro da complexidade da própria região. “Eu acho que a pesquisa só fez aqui dar visibilidade a um processo que já está em curso. Agricultores e agricultoras familiares, nesta região principalmente, berço das sementes da paixão, um movimento muito forte, acho que a pesquisa só fez isso está dando visibilidade e os resultados da pesquisa apontam isso”.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Em entrevista concedida no Domingo Rural desta semana, a estagiária do Coletivo Regional, Socorro Luciana de Araújo, explicou que foi apresentada a avaliação qualitativa feita pelos agricultores de forma participativa. “Foi um estudo avaliando olho no olho quer que a planta tinha a oferecer para a os agricultores e avaliação também quantitativa que eram dados específicos, medição de folhas, quantidade de folhas, peso da espiga com palha, sem palha, com sabugo, sem sabugo, foi isso”, explica Luciana ao falar sobre os resultados apresentados por ela no encontro.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Leonardo de Oliveira Barbosa é aluno da UFPB Campus Bananeiras, participou do evento apresentando resultados de experimentos acontecidos naquela universidade, falou aos ouvintes do Programa Domingo Rural sobre a participação dele no evento de Juazeirinho, garante que todas as experiências constarão de amplo relatório e que um novo plantio está sendo desenvolvido na Universidade Federal da Paraíba Campus Bananeiras que proporcionará, em breve, mais uma oficina de avaliação naquela universidade.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Lucas Hipólito Xavier representou a Delegacia Federal do Desenvolvimento Agrário e, ao falar com Domingo Rural, falou sobre o papel do MDA nas políticas públicas para um programa estadual das sementes da paixão voltadas para a agricultura familiar estadual e garante que a proposta da agricultura organizada na Paraíba, está inserida nos princípios da Política Nacional de Assistência Técnica(PNATER), e que é intenção do MDA estreitar a relação entre os setores diversos da agricultura familiar para proporcionar melhoras na dinâmica da agricultura regional fazendo com que a agricultura se aprimore a partir de tecnologias apropriadas a região. “Reafirmo aqui em nome do Ministério a disposição e o apoio do Ministério em que essa discussão e fazer com que os produtos gerados a partir dessa ocasião sejam levados ao governo, aos pontos de discussão dessas idéias como desenvolvimento rural sustentável, até porque diante da nova lei de ATER o conselho passa a ser uma ferramenta, um instrumento ou local em que a partir do qual possa ser feito as sugestões que podem ser incorporadas para aprimorar essa em atividade no PRONATER que é o Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural e a implementação da PNATER também”.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>José Valterlândio Cardoso é do PATAC, disse que foi um encontro em que conseguiu aproximar a discussão do conhecimento dos agricultores com o conhecimento acadêmico contemplando os objetivos do movimento que é fazer com que as experiências desenvolvidas com os agricultores e agricultoras sejam aceitas pela pesquisa, pela academia. “O ponto mais é dos agricultores perceberem e se apropriarem dessa discussão, eu acho que o PATAC enquanto entidade de assessoria busca que cada vez mais o que os agricultores vêm fazendo sejam reconhecidos não só pelos agricultores mas também pela universidade, pela Embrapa, pela entidade precisa e também a presença do governo também é importante”.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Emanoel Dias, é assessor da AS-PTA, participou do evento, conversou com nossa equipe e disse que o evento representou uma ótima oportunidade de visualizar os resultados a partir de pesquisas mas que são resultados que agricultura familiar já tinha conhecimentos dos resultados aproximados a partir da diversidade que apresenta importância fundamental para o desenvolvimento sustentável da região com a garantia da diversidade das sementes vegetais e animais. “Nessa perspectiva foi muito importante, mas são resultados ainda preliminares, mas como eu já disse resultados também muito promissores e que daqui pra frente vamos pensar na perspectiva de continuar o estudo e continuar os ensaios com as comparações pra que a gente possa ter resultados para serem publicados e tornar isso público e de forma que eles possam realmente contribuir para a elaboração de políticas públicas”, explica Dias dizendo que os resultados já conduzem para a perspectiva de que as sementes da agricultura familiar estão amplamente adaptadas para serem multiplicadas e distribuídas nas políticas governamentais.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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