Domingo Rural entrevista lideranças sociais e evidencia lançamento de chapa para direção da Fetag

Durante a apresentação do Programa Domingo Rural do último domingo, dia 09 de março, diversas autoridades e representações de entidades da agricultura familiar e entidades sociais diversas foram entrevistadas falando sobre o lançamento da chapa 2 encabeçada pelo componente do polo Sindical, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Lagoa Seca e vereador naquela cidade brejeira que disputa a direção da FETAG, Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado da Paraíba com o representante da chapa 1, Liberalino Ferreira de Lucena.

O lançamento da chapa 2 foi feita na última sexta-feira(07/03), contou com representações do movimento sindical do campo e da cidade, representação parlamentar e de governo que falaram sobre a importância da Fetag enquanto instrumento de mobilização social da sociedade agricultora em sintonia com os segmentos diversos na Paraíba e em todo o país e lamentaram a falta de ação por parte daquela direção que já está a frente da direção a cerca de 27 anos sem que se coloque na função de gerar diálogo entre as entidades dos rurais e da execução de políticas públicas de governos destinadas ao desenvolvimento da agricultura familiar paraibana.

O deputado estadual Frei Anastácio participou do encontro e, ao dialogar com Stúdio Rural, manifestou apoio aquela chapa por entender que trata-se de um grupo que tem história junto a agricultura familiar, na defesa da agroecologia e produções sustentáveis, as questões relacionadas a autonomia da água e da semente com capacidade de fazer dialogar as diversas experiências trabalhadas nos diversos polos sindicais de todo o estado da Paraíba. “Essa nova equipe eu tenho certeza que irá dialogar com as políticas públicas existentes no estado, principalmente do governo federal como também vai ajudar os trabalhadores a perceberem a importância de lutar por políticas públicas, por melhores condições de vida e acredito que eles vão ter condições levar os trabalhadores a mobilização como tudo aquilo que se fez no passado e que hoje é necessário que se faça”.

A delegada federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário e militante social no estado esteve no encontro enfatizando seu apoio ao grupo e, ao dialogar com nossa equipe, disse apoiar porque trata-se da reafirmação do espírito coletivo de luta e compromisso com o movimento sindical atuante e combativo que tenha medo de ousar e que a compreensão de que através das entidades e organizações é que se pode dar a contribuição proativa na formulação de políticas públicas que contribuam de forma decisiva para a melhoria da qualidade de vida da população em geral. “Esse é o entendimento do movimento sindical que nós estamos construindo a anos e anos. Não é só o caráter reivindicatório, mas sim nós termos a compreensão de que um sindicato, uma associação, uma federação, uma central dos trabalhadores ocupa um papel fundamental e uma função social que vai além da representação daquela corporação, mas que dialoga com esse projeto de nação, com esse projeto de Brasil que nós estamos construindo no nosso país”, explica Figueiredo ao dialogar com os ouvintes de nossas emissoras parceiras.

Tânia Maria de Sousa é coordenadora da CPT, Comissão Pastoral da Terra no estado, e ao dialogar com Stúdio Rural disse que a comissão tem motivos diversos para apoiar a candidatura Nelson a exemplo do compromisso que a CPT tem com os agricultores na luta pela e permanência na terra e sua qualidade de vida além da forma de organização da sociedade e o diálogo por entre essas organizações; por entender que a Federação dos Trabalhadores na Agricultura tem papel importante a ser exercido no processo de organização da luta e acompanhamento dos trabalhadores no seu desenvolvimento rural de forma sustentável e que o que o estado tem assistido nos últimos tempos é uma estrutura importante dos agricultores e sindicatos filiados que está a serviço de um núcleo de pessoas, inclusive familiar, deixando as organizações e agricultores em completo abandono. “Então nós como Pastoral da Terra fortalecemos essa chapa, dizemos que ela é importante e queremos colaborar nesse processo para que seja realmente uma FETAG a serviço dos trabalhadores e trabalhadoras rurais nesse estado”, explica Tânia.

Encabeçando a chapa de oposição, Nelson Anacleto Pereira disse que o lançamento foi na verdade uma apresentação de todos os componentes que fazem parte da chapa para o conhecimento dos sindicatos dos rurais e diversas outras categorias, para conhecimento das organizações de assessoria, das entidades que são parceiras dentro do projeto e foi mais um momento para compartilhar a confiança de que o fato de se tratar de componentes sindicais que já desenvolvem amplos trabalhos em diversos polos sindicais a adesão por parte dos mais de 200 sindicatos de trabalhadores rurais em todo o estado será certa. “Com isso damos o ponta pé inicial da campanha mostrando da importância e, sobretudo, da confiança que nós temos na eleição vitoriosa desse projeto nosso que é representado não só por mim, mas por cada companheiro em cada região do estado que integra a nossa chapa”.

Componente na chapa na função de tesoureiro, Paulo Medeiros Barreto, disse ter sido momento especial em que representações das diversas regiões do estado estiveram participando e ou representadas onde puderam perceber a diversidade de representações por regiões paraibanas. “Nas outras chapas anteriores as chapas se resumiam a uma região, nós hoje temos candidatos em todas as regiões, temos membros da nossa diretoria em todas as regiões, no Auto Sertão, no Médio Sertão, no Vale do Piancó, no Cariri Ocidental, no Oriental, no Brejo, no Curimataú, Litoral Norte, Litoral Sul, no Baixo Paraíba nós fechamos todas as regiões e todas as regiões estão contempladas com essa nova direção”, explica Barreto Medeiros.

style=mso-bidi-font-family: Arial>Ao dialogar com Stúdio Rural, style=BACKGROUND: white; COLOR: black>o secretário de organização política e formação sindical da CUT, Jacy Afonso, disse ter vindo de Brasília por entender que existe uma identidade da CUT com os rurais registrados na chapa em razão de sua prática, pela defesa da reforma agrária, pela defesa dos agricultores familiares, defesa da luta contra violência no campo dentre outras bandeiras trabalhadas ao longo de anos seguidos na luta e disse acreditar que esse grupo irá continuar fomentando o diálogo das políticas públicas trabalhadas nos diversos polos e territórios rurais e da cidadania existentes no interior do estado. “Sem dúvida nenhuma, inclusive com os outros movimentos, com MST, com a CPT, com a ASA com todo o mundo, é um novo iluminar para os trabalhadores e trabalhadoras rurais e sua importância federação que lamentavelmente hoje não está a serviço desses trabalhadores”.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Universo Rural

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