Domingo Rural evidencia Gliricídia como possível alternativa para Moçambique na África

Respondendo ao agricultor experimentador, Rui chadzinga Fraquichone, residente em Moçambique na África, é que o Programa Domingo Rural evidenciou a cultura da Gliricídia associada a outras culturas no sistema diversificado de culturas na agricultura e pecuária familiar e como referência de experiência teórica e prática, Domingo Rural entrevistou o agrônomo da AS-PTA, João Macedo Moreira, que falou sobre diversas experiências sucedidas com a cultura da Gliricidia em diversas microrregiões do semiárido paraibano.

No ano de 2009 Rui e diversos representantes de ONGs africanas visitaram as experiências da agricultura familiar através de um intercâmbio internacional promovido pelas entidades africanas em parceria com a AS-PTA e, na região, conheceram experiências de agricultores e agricultoras do Pólo Sindical em diversos municípios do Agreste, Brejo e Curimataú com ações integradas que vão da captação de água de chuva e manejo dos recursos hídricos(cisternas de placas, barragens subterrâneas, tanques de pedras, reaproveitamento da água servida nas residências), criação e manejo animal(utilização e melhoramento das raças locais, plantio de cultivos com plantas forrageiras, confecção de silos e fenação), experiências com bancos familiares e comunitários de sementes dentre outras.

Ao contatar com Stúdio Rural, Chadzinga Fraquichone, comenta que escuta sempre o Programa Domingo Rural através do Informativo Stúdio Rural e, a partir das experiências da agricultura familiar veiculadas através do Programa e Informativo, vem implementando na unidade agrícola desenvolvida por ele pela família e mais recentemente passou a se interessar em fazer um trabalho que a conservação de forragens. “Espero que tudo esteja nos conformes consigo, aqui a vida está indo e espero o mesmo para ti. Tenho algumas questões por perguntar, talvez possa ter a resposta de vocês amigos por aí. Tenho gado leiteiro e procuro instruções adequadas na feitura de forragem e feno.Quando a minha estadia no Brasil e durante as visitas que tivemos pela Paraíba , encaramos com a planta conhecida por Guilricidea se não enganei a soletragem. Teria me falada desta ser muito útil para alimentar o gado bovino e não só alem de ser acolhedora de abelhas”, questiona aquele agricultor que busca alternativas de convivência naquele continente.

Respondendo ao ouvinte, Domingo Rural entrevistou a assessor técnico da AS-PTA, Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa, João Macedo Moreira que fez um balanço das ações e resultados na agricultura familiar agroecológica regional além de falar sobre as características de resistência da cultura ao clima seco de nossa região, mostrando formas de plantio, tratos culturais dentre outras informações. “Primeiro um abraço pra Rui, é bom saber que ele tem escutado o seu programa, Tavares, e aproveitado as informações boas que o seu programa proporciona para os agricultores e procurado ver como aproveitar bem essas informações pra colocar em prática em sua propriedade”, inicia Macedo que já esteve com o moçambicano aqui no Brasil, acrescentando que a Gliricidia, nas condições de Nordeste brasileiro, ela tem uma boa adaptação por ter demonstrado ser uma planta resistente a seca nas áreas em que tem sido plantada na dinâmica de melhor aproveitamento de todos os espaços da propriedade como instrumento de formação de importantes bancos de proteínas num processo de plantios consorciados com diversas outras forrageiras a exemplo da palma, dentre outras culturas além de formas de plantio como cercas-vivas onde a cultura passa a ofertar lenha, estacas vivas, forragens, sobre e vegetação para o solo.

Ao dialogar com os ouvintes das emissoras parceiras de Domingo Rural, Macedo informou que a cultura deve ser plantada no início do período chuvoso através do uso de estacas vivas ou sementes. “Com o solo com uma certa umidade é o ideal pra favorecer o enraizamento das estacas que é uma forma de propagá-la também por estaca verde, por semente é espetacular também a multiplicação da Gliricidia desde preparando mudas diretamente em saquinhos como também, na época das chuvas em que o solo tem uma umidade boa, você pode fazer o plantio diretamente em covas já direto no solo. E essa planta na medida que se forma, que ela se estabelece e aí ela tem um crescimento rápido em que chega a produzir uma boa quantidade de massa verde e essa produção de massa verde da Gliricidia(folha, alho) ela serve como uma excelente ração para os animais principalmente, bovinos, caprinos e ovinos, inclusive tem até uma receita de uma preparação de uma ração a base também de Gliricidia pra aves, pra galinhas, depois nós podemos ver como mandar também essa informação pra ele, é uma experiência inclusive na América Central”, explica Macedo ao dialogar com os ouvintes do Domingo Rural em rede radiofônica.

Macedo reafirmou o potencial da gliricidia para toda a região nordestina já que a cultura tem demonstrado ser uma planta em que, na medida em que o s animais se acostumam a se alimentar com ela, logo a cultura passa a ser uma planta de grande utilização na alimentação animal por ser uma planta em que contem de 25% a 30% de proteína bruta na sua composição nutritiva, nas condições de Nordeste, mostrando que trata-se de uma excelente ração para compor a nutrição do rebanho e acrescentou que outra característica positiva é a auto-digestibilidade com cerca de 60% de aproveitamento do organismo do animal sendo excelente material a ser utilizada com outras culturas nativas da região. “A experiência que nós temos aqui no Nordeste é que a gliricidia ela é uma forrageira importante pra você juntar com outras forrageiras na confecção de silagem, então, por exemplo, ela é muito boa pra você, no momento de fazer a silagem do milho com sorgo, ela entrando numa quantidade de aí de dez toneladas de silagem de sorgo, você coloca oito de sorgo, duas de gliricidia onde você já faz um bom balanceamento dessa ração e ao passar aquele período de fermentação da silagem que é os quarenta quando você passa a utilizar essa forragem, você vai ver que na composição da silagem você tem uma ração muito mais nutritiva e inclusive o cheiro que a gliricidia libera ao fermentar junto com o sorgo deixa um cheiro muito mais agradável e estimulativo para os animais pegarem essa ração e se alimentarem mais rápido quando seja animal sem costume de pegar ração conservada em silo”.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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