Representações municipais se reúnem na AS-PTA e planejam Bancos de Sementes na safra 2011

Representações municipais de entidades de agricultores familiares agroecológicos se reuniram no dia 24 de maio último para discutir as ações desenvolvidas com Bancos de Sementes e pensar uma campanha de reanimação dos Bancos de Sementes Comunitários e Familiares, criação de novos bancos além de reativar unidades adormecidas, criando assim instrumentos metodológicos para o monitoramento dos bancos em diversos municípios que compõem o Pólo Sindical da Borborema.

O evento aconteceu na sede da AS-PTA na Distrito São Miguel, município de Esperança e contou com agricultores responsáveis pela organização desses Bancos em municípios e comunidades diversas.

Emanoel Dias é agrônomo da AS-PTA, entidade que assessora as entidades e comunidades de agricultores nos municípios do Agreste, Brejo e Curimataú e disse que essa foi uma reunião da comissão de sementes do Pólo da Borborema onde o objetivo foi encaminhar algumas atividades que estão dentro do planejamento anual da comissão. “Então a comissão no início do ano planejou algumas oficinas de produção de silos metálicos, algumas visitas de intercâmbio, alguns cursos de gerenciamento de bancos de sementes e a gente a partir dos parceiros que a AS-PTA vem captando recursos a gente acabou de marcar hoje aqui duas oficinas de silos na idéia de capacitar pelo menos 20 agricultores e agricultoras na produção de silos e que esses silos vão ser importantes para o próprio armazenamento de sementes e também algumas visitas de intercâmbios que aqui foram encaminhados para fazer uma animação com os bancos de sementes da Borborema, então todo esse processo é exatamente preparatório para que quando as pessoas tiverem as sementes no roçado, seja de milho, fava, a diversidade de forma geral, elas possam estar preparadas, organizadas, estruturadas para fazer o armazenamento de suas sementes nos bancos de sementes. Então essa atividade ela busca fortalecer e construir o trabalho de sementes desenhado aqui na região da Borborema”.

Joaquim Pedro de Santana é agricultor e representante das entidades de agricultores e agricultoras de Montadas, participou do evento e, ao participar do Programa Domingo Rural do dia 29 de maio, disse que o balanço feito na reunião mostra dados positivos já que a realidade do inverno aponta para probabilidade de lucros nos municípios da região o que facilitaria o trabalho de guardar as sementes da paixão através dos Bancos de Sementes. “Por enquanto o que se diz de lucros são poucos, agora as possibilidades são grandes, o plantio é enorme, o pessoal está empolgado e as lavouras são muito boas e nós temos muitas possibilidades nesse ano, se Deus quiser vai haver um bom lucro”.

Maria Izabel do Livramento Rocha Santos é agricultora no município de Solânea, faz parte da comissão de Bancos de Sementes do Pólo e, ao participar do Domingo Rural, disse que o trabalho de preservação das sementes representa mais um processo de valorização para os agricultores capacitando-os para que guardem sempre uma semente de boa qualidade e se tornem livres das dependências de mercado e das dependências políticas nas épocas de plantio. “Agora é uma coisa muito importante porque lembro que quando eu era criança meu pai tomava emprestado quando não tinha sementes e agora a gente vê que com os nossos governantes a gente não tem essa chance e agora com esse trabalho do Pólo chega mesmo na hora para a gente agricultores, é uma valorização a mais para o agricultor”.

Moacir Paulo Luciano mora no Assentamento Santa Paula de Casserengue e disse que o planejamento é importante para que os municípios possam expressar o que se está fazendo no processo de bancos de sementes comunitários e familiares e explicou o trabalho que vem sendo desenvolvido no município de Casserengue. “Todo ano cada agricultor tem o seu banco nativo que é o de casa, além do banco comunitário tem o nativo que é o de casa que é o banco de todo agricultor, mas eles quando guardam a semente da planta no banco nativo que eles tem sempre procuram o banco comunitário que é aonde eles pegam mais sementes de outras variedades que as vezes eles até não têm e com esperança de plantar, colher e na época devolver”.

Antônio Luiz da Silva é do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Massaranduba, participou do evento, foi entrevistado do Programa Domingo Rural e disse que trata-se de um encontro que ajuda nas decisões a serem toadas nas bases comunitárias rurais junto as famílias agricultoras. “A gente está iniciando, a gente está começando o banco, eu levei 100 quilos de feijão e já distribui 60 quilos, só tem 40 quilos de feijão, já tem 60 famílias de gente já envolvida”, revela a liderança dizendo que a tendência é de fortalecimento naquele município do agreste paraibano.

José Luna de Oliveira, Zé Pequeno, é agricultor no município de Alagoa Nova, disse que o trabalho é interessante e que há um processo de confiança entre os agricultores e as entidades dos agricultores e agricultoras daquele município do Brejo paraibano. “Eles confiam muito no trabalho, lá tem seis bancos de sementes funcionando muito bem e cada vez mais eles(agricultores) se sentem mais fortalecidos porque os bancos de sementes lá de Alagoa Nova é dentro das áreas aonde mais se planta, porque Alagoa Nova tem áreas que não planta muita semente, é de hortaliças e essas outras coisas, mas onde está os bancos de sementes funcionando é aonde os agricultores plantam as diversidades de sementes e os bancos de sementes estão bem abastecidos e vai se abastecer cada vez mais”, relata Pequeno, argumentando que esse ano a safra será farta e de boas expectativas. “A expectativa é 100% do que aconteceu no ano passado, esse ano os campos vale a pena você andar dentro dos campos de sementes, os roçados estão maravilhosos. É muito milho, é muita fava, é muito feijão de arranca, é feijão macacar e uma diversidade que vale a pena vê nos campos da agricultura hoje como está funcionando”.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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