Domingo Rural fala sobre agricultura em Moçambique e intercâmbio na Paraíba

A forma de fazer agricultura em Moçambique, África, avaliada com o modelo de agricultura sustentável desenvolvida pelas entidades de agricultores e agricultoras aqui da região semiárida brasileira foi um dos temas trabalhados no Programa Domingo Rural deste domingo(02/05) ao falar com a representante daquele país, Elizabete Augusto Roque, que esteve no Brasil num intercâmbio promovido numa parceria com a ONG paraibana AS-PTA.

Em entrevista concedida ao Programa Domingo Rural ela falou das dificuldades tecnológicas enfrentadas naquele país e garante que as entidades brasileiras de agricultores estão bem avançadas no processo de estruturação tecnológica adaptáveis na região semiárida. “Muito interessante as experiências que vimos aqui, o nosso país está longe de fazer, é um desafio grande prá nós que vamos levar, que vamos levar isso pra tentar com muita força fazer as mudanças em nosso país que é um país muito pobre. Temos muita terra, nossa terra pertence ao governo, não temos os problemas que vocês têm aqui, que nós vimos aqui, os Sem Terra, cercas, terras não cultivas mas que também pertencem á pessoas, nós lá não temos isso, lá o governo dar terra a quem quer trabalhar, se a pessoa não quer trabalhar o governo tira pra quem quer trabalhar, então uma das coisas que estamos a precisar realmente são experiências que viemos ver aqui para podermos implementar na nossa comunidade também”.

Ao contatar com os ouvintes do Programa Domingo Rural Elizabete disse que o que mais chamou a atenção dela com relação as experiências das entidades da ASA(Articulação do Semiárido) foi as ações e políticas da água através do processo de acumulação com o uso de cisternas de placas, tanques de pedras, barragens subterrâneas dentre outras. “A água, a maneira como captam a água, conservam a água, lá as pessoas andam quilômetros para tirar só um balde de água para beber, então a experiência da água é muito interessante pra todos nós que achamos uma coisa importante”.

Outra alternativa a ser utilizada naquele país, segundo ela, é a forma de conservação das sementes em garrafas já utilizada com sucesso pelas entidades de agricultores e agricultoras da região semiárida, especialmente as entidades paraibanas que trabalham como guardiãs da Semente da Paixão e justificou que a utilização das práticas agroecológicas serão utilizadas naquele país que atualmente é vítima das políticas internacionais em massificar os venenos na agricultura daquela nação.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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