Emater-PB realiza reunião para divulgação do Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE.

A Emater-PB através da Coordenadoria Regional de Campina Grande, promoveu reunião para o processo de divulgação do Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE, em evento que aconteceu na última sexta-feira(12/03) no auditório do Centro de Tecnologia do Couro e do Calçado (CTCC), em Campina Grande e contou com a participação de representações de diretores de escolas públicas estaduais e municipais, secretarias de saúde, nutricionistas, representantes dos Conselhos Municipais de Desenvolvimento Rural Sustentável(CMDR’s), conselho de educação, secretaria de educação e ação social, Conab e extensionistas da área econômica e social da Emater dos 22 municípios que compõem a região Administrativa de Campina Grande e na oportunidade foi apresentada a Lei 11.947/2009 referente a alimentação escolar pelas articuladoras da comercialização da Emater Mércia Lucas e Ivanalda Dantas Nóbrega, ambas.

Ao falar no Programa Domingo Rural deste domingo(14/03) o coordenador regional da Emater Campina Grande, Edinaldo Antônio de Vasconcelos, explicou a importância do encontro e do programa que passa a comprar ampla linha de produtos da agricultura familiar para utilização na alimentação escolar de cada município. “A importância é a nova lei de ATER que determina que a alimentação escolar desde a de quarenta que ela é um dever do estado brasileiro em fornecer a alimentação escolar principalmente para as crianças e pessoas especiais, só que agora foi determinado que todas esses recursos levados para o município que no mínimo 30% seja direcionado para aquisição de produtos da agricultura familiar e numa prioridade do próprio município, essa é a grande importância, é a grande novidade”, explica Vasconcelos ao dialogar com os ouvintes das emissoras parceiras de Domingo Rural. “O recado pra eles é que essa é uma grande oportunidade para nós colocarmos nosso produto que nós produzimos na nossa propriedade e que não deixemos isso, porque nós somos muito sacrificados em produzir e colocar nas mãos de atravessadores, é uma grande oportunidade de colocarmos diretamente o produto num preço justo e que apenas se planeje para que não deixe faltar esse produto para nossas escolas”.

Ivanalda Dantas Nóbrega de Lorenzo, é da Emater e falou sobre o programa governamental federal, argumentando que com o programa ficou mais fácil falar em produção sustentável num processo de envolvimento da família no processo de produção integrada á escola com oferta da alimentação produzida localmente. “São possibilidades de inclusão nesse universo em que nós vivemos que dar tanta prioridade ao econômico e nós sabemos hoje que a agricultura familiar é responsável por mais de 70% da produção agrícola brasileira e essas pessoas do campo que formam a história do nosso país elas nunca tiveram a oportunidade de mostrar suas histórias, de expor sua cultura, de mostrar a sua realidade respeitando suas tradições e seus costumes”, lembra Ivanalda argumentando que o momento político e social que o país está passando leva em consideração o papel social que exerce a agricultura familiar quando constroi economia.

José Pereira Irmão, Zé Pequeno, é agricultor e representação de associação de agricultores no município de Campina Grande, participou do encontro e do Programa Domingo Rural falando sobre a importância da nova lei em favor da agricultura familiar e o papel a ser desempenhado pelas entidades parceiras para fazer com que o programa governamental seja executado em sua plenitude. “A sensibilidade e o espírito de luta com gosto de vencer dos grandes cientistas do Governo Lula, se sabe que nós pequenos produtores rurais somos fonte de produção para o grande, nossa produção é galinha de capoeira, é queijo de coalho, é manteiga da terra, é o queijo de manteiga, o ovo de galinha de capoeira, os melhores sabores é produzido por nós pequenos, mas acontece o seguinte: para os pequenos quem produzia eram os grandes, você que os grandes monopólios é quem produz para a camada baixa são as compras dos produtos dos grandes, a merenda escolar era repassada pelo São Braz, por Nestlé, pelas grandes empresas, e hoje nós esse orgulho de dizer, não, nós estamos produzindo aqui nosso produto que vai alimentar nossos filhos na escola pública do estado e municípios, isso é maravilhoso”, relata aquele agricultor dizendo que agora ficou mais fácil a agricultura familiar se planejar para produzir com a visão de que o Governo Federal é um dos fregueses certos na compra dos produtos numa dinâmica que consta em lei.

Ao dialogar com os ouvintes do Programa Domingo Rural, o secretário de educação e cultura do município de Caturité, Cariri Oriental, Laudemiro Lopes de Figueredo Filho, Miro, disse ser um programa de fundamental importância na medida em que dar prioridade aos produtos da agricultura familiar local, fazendo com que gere oportunidade de trabalho e renda e ao mesmo tempo fortaleça a cadeia de desenvolvimento local de forma integrada. “Ele é de fundamental importância porque visa integrar a educação à agricultura, ou seja, é aproveitar o potencial produtivo da agricultura familiar e repassar essa produção às escolas para ser utilizada na merenda escolar, então tem um cunho social importante que está valorizando as próprias famílias daquelas crianças que estão na escola, está assegurando um espaço para adquirir essa produção que vai ser revertida na merenda escolar”, afirma Miro evidenciando o importante papel que a escola terá no sentido de fazer com que a relação integrada dê certo e possa fazer com que a participação da agricultura familiar possa ultrapassar a quantidade mínima dos 30%.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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