Embrapa Campina Grande e STR de Boqueirão visitam campo avaliando Sementes de programa governamental

Na manhã da última quarta-feira(14 de maio) a Embrapa Transferência de Tecnologias, escritório de Campina Grande, representada pelo gerente de negócios Heleno Alves de Freitas, fez uma visita de Campo em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Boqueirão, STR, com o objetivo de avaliar a semente de Milho Catingueiro e de Feijão Maratauã distribuídas pelo Governo Federal através do MDA. O STR foi representado pelo tesoureiro da entidade, Antônio Venâncio de Negreiros que é também presidente do Conselho de Desenvolvimento Rural Sustentável daquele município.

Em parcerias eles visitaram cerca de seis pequenos campos produtivos na fazenda Santa Cruz para observar o desenvolvimento da cultura e conversar com as pessoas que plantaram a semente, avaliando a forma de aceitação por parte das famílias que trabalham a plantação de sequeiro naquela propriedade.

Stúdio Rural acompanhou a visita e conversou com o senhor Absalão de Sousa Lima, residente no setor urbano da cidade de Boqueirão e que plantou a semente na fazenda Santa Cruz, acreditando ser possível produzir satisfatoriamente já que a semente distribuída pelo governo federal está respondendo ao clima e solo da região. “É bom demais, eu acho muito bom o milho, vai dar muito bem”, argumenta Sousa Lima que todos os dias se desloca da área urbana para trabalhar a atual safra. Seu Absalão informou que todo o trabalho foi feito sem orientação técnica por parte da Emater e que baseado em suas próprias experiências a expectativa é de ter uma boa safra das culturas plantadas que são: fava, milho, feijão maratauã e de arranca dentre outras culturas, acrescentando que tão logo faz a colheita entrega a terra para o proprietário da fazenda Santa Cruz deixando a palha das culturas para a alimentação animal.

Para o tesoureiro do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Boqueirão, Antônio Venâncio de Negreiros, diversas famílias estão utilizando a semente de milho e feijão da Embrapa adquirida através do Fórum de Desenvolvimento do Cariri, evidenciando que a demora do corte de terras por parte da prefeitura atrasou o plantio, mas que a permanência das chuvas e precocidade das sementes fará com que os agricultores alcancem produção satisfatória neste ano agrícola. “As pessoas não plantaram logo é porque estavam esperando pelo trator da prefeitura que tem dois tratores trabalhando e aí atrasou um pouco, a terra estava muito molhada porque não dava para o trator cortar e demorou no corte da terra, tem pessoas que ainda estão plantando, mas com certeza com esse milho aqui da forma como vai o inverno se Deus querer não tem problema porque o milho é ligeiro e tendo terra molhada ele vai embora”, argumenta.

Venâncio disse que é objetivo do STR fazer uma campanha em torno da construção e ou fortalecimento dos bancos de sementes para que em anos seguintes a semente seja trabalhada pelas famílias de agricultores de todo o município nos assentamentos rurais da reforma agrária, agricultores das pequenas propriedades e ou famílias de trabalhadores rurais sem terra que trabalham nas fazendas locais.

Já o gerente de negócios da Embrapa Transferências de Tecnologias, Heleno Alves de Freitas, disse que o programa está dando demonstração de sintonia com a vontade popular, a semente apresenta de vigor ao clima e solo da região e que a tendência é ser aumentada a área e números de famílias de agricultores no uso da semente em toda a região caririzeiro e de outras microrregiões do estado da Paraíba. “Aqui é um exemplo claro, exemplo vivo da agricultura familiar do semi-árido nordestino onde os agricultores nunca tiveram direito a uma semente de qualidade e nunca tiveram direito a assistência técnica continuada. Chegou a semente através das políticas que é importante que nós destaquemos, a semente está aqui graças a organização do Território do Cariri, a mobilização da sociedade civil, a participação da Embrapa, o empenho do delegado federal do desenvolvimento agrário do MDA, da SDT, esse conjunto de governo e sociedade civil fizeram com que esse milho e feijão esteja aqui no Cariri”, argumenta Freitas.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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