Embrapa discute projetos para a agricultura familiar e à Sustentabilidade do Meio Rural

Projetos voltados ao apoio, ao Desenvolvimento da Agricultura Familiar e à Sustentabilidade do Meio Rural foi referência de tema trabalhado num encontro entre o gestor do macroprograma 6 da Embrapa Nacional de Brasília, Marcelo Leite Gastal, e pesquisadores e pesquisadoras da Embrapa Algodão Campina Grande que no encontro falaram sobre as novas linhas de financiamentos de projetos que ficam condicionados a um novo método de participação em que esteja incluídas as famílias agricultoras como sujeito e objeto das pesquisas.

O evento aconteceu na última quinta-feira(30/07) no auditório da Embrapa em Campina Grande e contou com o acompanhamento de Stúdio Rural que informou aos ouvintes das emissoras parceiras nos estados diversos que recebem nossos sinais, entrevistando pesquisadores e representações da pesquisa embrapiana.

Entrevistado por Stúdio Rural o gestor da Embrapa-DF, Marcelo Leite Gastal, disse que a vinda dele ao estado objetivou acompanhar um projeto que a Embrapa Algodão tem no macroprograma 6(MP6) transformando o programa num espaço de discussão com os pesquisadores do Centro sobre o que é o MP6 e quais as exigências para que sejam liberados recursos para pesquisas nestes novos tempos e garante que há uma grande queda de paradigmas dentro da Embrapa na busca de uma pesquisa participativa. “Essa nova programação parte de algumas coisas principais: a questão da participação dos atores no processo de pesquisas é fundamental no macroprograma 6 como também o projeto do macroprograma 6 além de ter métodos de pesquisa participativa que é diferente do método de pesquisa convencional que é feito na estação experimental em que o pesquisador faz a pesquisa e depois leva para os agricultores. A proposta do MP6 é que os agricultores participem de todo o processo de pesquisa, mas também o MP6 está propondo justamente assim, quatro componentes principais nos programas do MP6 que é: trabalhar com a questão da produção que é o foco pra pecuária, vamos dizer assim, mas nós não podemos pensar em produção se não tiver mercado, então o mercado é outro componente que temos que trabalhar; a organização dos trabalhadores também, como é que a agricultura familiar acesso mercado se não for de forma organizada, e um componente que é muito importante é o uso sustentável dos produtos naturais, porque se eu fizer tudo isso e não pensar na sustentabilidade, na questão da não agressão ambiental, na questão dos recursos naturais eu acabo botando todo o esforço á perder”, explica Gastal.

A pesquisadora e chefe de comunicação e negócios da Embrapa Algodão, Nair Helena Arriel, disse que a vinda de Gastal é importante para que os pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisas do Algodão possam aprimorar e colocar projetos dentro dos novos momentos pelo qual passa a agricultura familiar, trabalhos que sigam em direção ao novo modelo de construção de uma grande rede de construção dos conhecimentos agroecológicos envolvendo a pesquisa, a extensão e as famílias agricultoras através delas e de suas organizações.

O pesquisador da Embrapa Algodão e delegado federal do desenvolvimento agrário do MDA, Marenilson Batista da Silva, disse ser de fundamental importância, especialmente no momento em que o Governo Federal tem tido uma visão de escutar os segmentos que trabalham com agricultura familiar num contexto de produção que supera a subsistência e passa a trabalhar numa perspectiva de agricultura de seguridade alimentar e excedência de produção ofertada para o mercado de consumo com qualidade socioambiental e afirma que os pesquisadores com interesse nas discussões de produção sustentável terão que se organizar na busca de ter uma identidade junto aos segmentos diversos. “Nosso entendimento é que você tem que ter o comprometimento com o desenvolvimento, não dá pra você pesquisar numa coisa que você não acredita e aí pesquisar em agricultura familiar existe um comprometimento muito forte do cidadão pesquisador e também dos gestores que estão comprometidos nessa área”, relata Batista.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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