Entidades da Agricultura familiar discutem continuação do 1 Milhão de Cisterna mesmo em ano eleitoral

Dar continuidade ao processo de construção de cisterna e mobilização para a convivência com a realidade semiárida, essa foi a meta de uma reunião que aconteceu na sede da AS-PTA, no município de Esperança, nesta quarta-feira(09/06), evento que contou com a presença de representações das Unidades Gestoras Microrregionais de todo o Estado da Paraíba além de representações da ASA Brasil.

Stúdio Rural compareceu ao local e conversou com o coordenador da UGM Sertão, Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Aparecida, Hélio Roque de Assis, que falou tratar-se de uma reunião que objetivou capacitar as lideranças sobre o Programa Um Milhão de Cisternas, com ênfase nas metas que estão previstas no programa. “Aqui a gente está construindo caminhos que possibilitem a construção das cisternas e a capacitação das famílias de forma mais acelerada, dado a turbulência desse ano que é um ano eleitoral, então a gente tem que está trabalhando de forma mais rápida de maneira que venha a garantir no futuro, talvez depois de agosto, uma outra contratação do Programa, tendo em vista a dificuldade que vai se ter com a mudança de governo, então a gente quer antecipar algumas coisas pra garantir a recontratação do Programa”, explica a liderança, lembrando que a reunião fez um balanço dos requisitos preenchidos na execução do projeto e a missão rumo a conclusão das metas assumidas e ou mesmo alcançar no mínimo 70% da meta total do projeto até o mês de agosto, quantidade que dê margem de negociar a continuidade da parceria contratual com o Governo Federal.

Hélio garante que a realidade nordestina tem registrado mudanças positivas na realidade ambiental e na qualidade de vida das famílias mobilizadas e informou que o programa vem construindo estruturas nas unidades rurais e também compartilhando informações sustentáveis a cerca do processo de convivência com a realidade semiárida evidenciando que as parcerias contemplam ações de educação no processo de convivência regional. “Na verdade a gente trata como rubrica, onde está feito o contrato e dentro do contrato está previsto recursos para construção, é uma das rubricas; mobilização que hoje está vindo com uma nova denominação que é seleção e cadastramento de famílias; comunicação como você citou, então dentro dessas rubricas vem os subitens; nas capacitações conta caneta, recursos para material pedagógico e o debate é o que de fato é o material pedagógico se é caneta, papel, a pastinha, então a gente quer otimizar esses recursos e fazer entender que isso não é o material pedagógico, é material de expediente, então como melhorar a utilização desses recursos e favorecer uma capacitação mais qualificada”, explica Hélio, acrescentando que dentro dos outros itens em debate esteve o processo de seleção e cadastro de famílias questionando o como fazer para viabilizar mediante a estrutura que já se tem, mas que já se apresenta com seus transportes depreciados, representando um grande desafio para as entidades quando observado os recursos previstos para a manutenção desses equipamentos que são insuficientes em razão do grau de depreciação em que se encontram os equipamentos.

A coordenadora da ASA Brasil, Articulação do Semiárido Brasileiro, Sandra Maria Batista Silveira, disse que essas reuniões estão acontecendo em todos os Estados do Semiárido já que é uma estratégia para que junto com as UGMs consiga agilizar as ações e garantiu que as ações das políticas públicas e parcerias estão bem avançadas. “Está sim, a gente está agora com um termo de parceria com o MDS que contempla todos os Estados que têm uma grande meta e a nossa proposta é que a gente consiga, a partir desse planejamento junto com as UGMs, cada estado montando uma estratégia de avançar, tanto nesse termo que a gente está nesse momento, alcançar novas comunidades, alcançar novos municípios como a gente também está se preparando para elaborar novos termos para tentar novas parcerias, tanto no Governo Federal como também com outros parceiros como a cooperação internacional”, explica Sandra, dizendo ser de fundamental importância que essas ações não parem, e sim avancem rumo a novas famílias em recantos diversos do semiárido brasileiro.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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