Entidades do Pólo, Coletivo e comando da Polícia traçam estratégia para segurança no meio rural

Lideranças de agricultores familiares do Pólo Sindical da Borborema e Coletivo Regional do Cariri, Seridó e Curimataú se reuniram com o comando da polícia militar na regional Campina Grande para discutir um plano de ação participativo na segurança no meio rural das microrregiões Agreste, Brejo, Cariri, Seridó e Curimataú paraibano.

Do encontro participaram representações de Sindicatos de Trabalhadores Rurais, lideranças de agricultores e comunidades rurais, componentes do 10º Comando da Polícia Militar e da CPTRAN e discutiram assuntos relativos ao processo de segurança onde a sociedade organizada esteja mais diretamente ligada ao comando da polícia militar que passará a ser uma central de operação para as ações de cada município, com informações trabalhadas por essas entidades que possam facilitar o processo de identificação dos marginais que estão arrombando residências, roubando equipamentos e animais das famílias agricultoras, agredindo camponeses e gerando verdadeiro pânico no meio rural paraibano.

Arilson Valério da Silva é comandante daquele comando e, ao participar do Domingo Rural, falou sobre o trabalho que será desempenhado pelas forças organizadas no sentido de combater a onde de violência registrada no meio rural. “Acho um trabalho muito positivo porque a gente mantém aquele elo de confiança entre os líderes os líderes daquelas comunidades com a polícia, com essa confiança estabelecida é que as informações são melhores passadas, a polícia vai traçar metas e planejar de forma mais eficiente para que as comunidades tenham um melhor atendimento feito pela polícia militar”, explica dizendo que fazer segurança sem a participação da sociedade4 é algo ineficiente.

Raniere Martins da Silva é secretário do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Casserengue, participou do encontro e disse ter esperança de que as organizações trabalhando com a polícia de forma participativa é que a segurança poderá acontecer no meio rural paraibano. “Isso é um diálogo que a gente já vem debatendo com outras organizações e hoje a gente percebe que já tem alguns frutos desses diálogos que a gente já fez noutros momentos, mas a gente percebe as dificuldades de alguns municípios por falta de policiamento, a gente vê também alguns agricultores abandonando as suas comunidades por falta de segurança e a partir desse diálogo a gente sente mais firmeza na questão dos que representam esse comando onde eles colocam que o sistema da polícia militar e civil como também já existe o serviço de inteligência da polícia que já está atuando nos municípios e vai ajudar bastante com a questão da patrulha rural onde já tem municípios que está sendo atuado”, explica aquela liderança dizendo que após as mobilizações feitas pelas entidades e o trabalho de denúncias integradas feitas pelo deputado frei Anastácio, a situação no município já contabiliza melhoras.

João Miranda Filho é agricultor residente em Remígio com produção agrícola no Assentamento Irmã Doraty, participou do encontro e falou sobre a realidade vivida no município onde diversas famílias se obrigaram a sair do campo para morar na cidade vitimadas pela onda de violência. Ele é um exemplo de agricultor que após ter a casa invadida pelos bandidos foi obrigado a se mudar para morar na zona urbano da cidade, indo trabalhar pela manhã e retornando no final da tarde. “A gente tira uma realidade que a força está chegando a todos nós, acreditamos que unidos jamais nós seremos vencidos porque a sociedade nunca procura a justiça com medo de se envolver com a justiça, mas graças á Deus nós estamos bem acobertados com o apoio de das autoridades e nós vamos crescer todo mundo junto, acredito que brevemente nós vamos ter paz no campo com segurança está ao nosso lado”.

Nelson Anacleto é coordenador do Pólo Sindical da Borborema disse que as entidades saem contempladas na discussão porque há uma ampla cobrança por parte das entidades e a polícia começa a corresponder a essas pressões sociais fazendo sua parte no processo de rondas e no processo de diálogo com as entidades sociais e agricultores familiares dos municípios do Pólo e do Coletivo Regional. “Eu acho que o mais importante é a parceria das organizações direto com o comando da polícia, isso foi algo importante que foi acordado. A relação de parceria entre os sindicatos e o comando vai ser muito importante para está sempre avaliando, sugerindo e propondo, e a outra questão é a periodicidade dessas reuniões que a cada dois ou três volta a ter outra reunião como essa para que a gente possa avaliar no que avançou e o que deixou de avançar”.

Luiz Silva é presidente da CUT, Central Única dos Trabalhadores, participou do encontro e disse fazer uma avaliação positiva porque esse debate já vem em pleno desenvolvimento com debates, paralisações e audiências o que prova que a sociedade organizada já descobriu que a pressão é o caminho mais legítimo para provocar as ações do estado nas soluções dos problemas e garante que esse debate e ações vão se ampliar por todo o estado da Paraíba é médio e longo prazo numa dinâmica de lutas permanentes. “Podemos dizer que já prestamos uma boa contribuição, de forma que o estado já está se sensibilizando, determinando ações, se dispondo a trabalhar parcerias com o movimento sindical e também já atendendo algumas reivindicações nas questões das documentações e habilitação dos condutores de veículos como também documentação dos veículos do nosso estado e acho que realmente está sendo muito positivo e vale a pena a gente se mobilizar, vale a pena a sociedade erguer sua bandeira e dar seu grito em dizer que é importante as mudanças que devem ser ocorridas porque o governo, o poder só nos escuta quando a gente vai a rua, quando a gente vai a imprensa”.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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