Entidades do Pólo realizam Encontro regional das Sementes da Paixão

Entidades de agricultores vinculadas ao Pólo Sindical e das Organizações da Agricultura Familiar da Borborema estão participando do Encontro Regional das Sementes da Paixão que está acontecendo durante esta quina-feira(04) e sexta-feira(04) tendo como local o Day Camp Hotel Fazenda, no Sítio Lucas, município de Campina Grande.

Além das entidades de agricultores e agricultoras do Pólo estão participando representações do Patac e do Coletivo Regional de Educação Solidária do Cariri, Seridó e Curimataú da Paraíba que num evento que tem como tema ‘Agricultura Familiar: A guardiã das Sementes da Paixão’ está apresentando ampla variedade de sementes destinadas a alimentação das famílias de agricultores e das criações animais.

Stúdio Rural compareceu ao local e falou com a representante do Sindicato dos Trabalhadores Rurais da cidade de Remígio e componente do Pólo, Roselita Victor de Souza, dizendo tratar-se de um evento que objetiva reunir as experiências que têm fortalecido a luta consciente dos trabalhadores que têm nas sementes crioulas, ou da paixão, o sentido de liberdade já que ao guardarem suas sementes não ficam condicionadas as práticas capitalistas e a lógica de mercado. “Hoje a gente tem uma rede de 82 grupos comunitários na região do Pólo da Borborema e esse evento tem como tema ‘Agricultura familiar: a guardiã das sementes da paixão’, então a gente enquanto rede e também fazendo parte da Articulação do Semi-árido Paraibano a gente tem essa luta em defesa da semente da paixão aqui na Paraíba como um todo”, esclarece Victor.

Já o representante da AS-PTA, Manoel Roberval da Silva, disse que a entidade está contemplada já que trata-se de um evento pensado entre as entidades locais objetivando fortalecer o programa de formação para a comissão de sementes do Pólo quanto para trazer uma reflexão da importância e papel que têm os agricultores e agricultoras na conservação da biodiversidade, especificamente das sementes da paixão onde os agricultores ao longo da história têm assumido o papel de verdadeiros guardiões das sementes. “O agricultor e a agricultora enquanto guardiões das sementes da paixão ele vai muito além da AS-PTA, muito além do Pólo, porque tem seis milhões de anos que os agricultores melhoram as sementes e a gente tem favorecido esse debate e levantado como um ponto importante pra continuidade da vida e das sementes”, argumenta a liderança em contato com a equipe Stúdio Rural.

Para o agricultor familiar e responsável pelo banco comunitário de sementes da Comunidade São Tomé II, em Alagoa Nova, José Luna de Oliveira, Zé Pequeno, trata-se de um encontro de esclarecimento para as famílias de agricultores que têm as sementes como instrumento sagrado de vida e continuidade da vida de seus próprios antepassados, patrimônio que encontra-se cada vez mais ameaçado pelos grandes interesses das empresas que trabalham as sementes transgênicas e os produtos agroquímicos. “Neste encontro a gente vai levar o verdadeiro esclarecimento sobre os perigos que vêm ameaçando esse patrimônio que é nossa semente da paixão que é a vida dos agricultores”, esclarece, acrescentando que a consciência dos agricultoras tem impedido que o trabalho feito em torno das sementes industriais não tem sido atrativo para que as famílias abandonem as sementes tidas como seu patrimônio de maior referência na sustentabilidade produtiva.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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