Entidades se encontram em CG para implantar comitê de certificação de produtos orgânicos na Paraíba

Com vistas em implantar um comitê com foco na certificação de produtos orgânicos na Paraíba, a Universidade Federal de Campina Grande, através do Programa de Estudos e Ações Para o Semiárido, e a Fundação PaqTcPB realizaram o Seminário de Mobilização e Sensibilização de Organizações Associativas Rurais, Técnicas e Instituições, para a Criação de Uma Rede de Certificação Agroecológica da Paraíba.

O evento aconteceu no dia 14 de novembro, no auditório do Sebrae em Campina Grande e contou com representantes de associações de produtores agroecológicos do Estado da Paraíba dentre outros segmentos diversos da produção vegetal, animal e processamento.

Conceito de agricultura orgânica e agroecologia; Objetivos da certificação orgânica; O que pode ser certificado; Vantagens para os produtores certificados; Tipos de certificação e de certificadoras – OCS/SPG/AUDITORIA; Mecanismos de controle para a garantia da qualidade orgânica / SPG – Sistema Participativo de Garantia; CPORG – Comissão da Produção Orgânica da Paraíba; Empreendedorismo rural e a agricultura orgânica e a Viabilidade econômica do sistema orgânico de produção foram os temas trabalhados no evento.

Nerivaldo Costa Muniz é componente da empresa InterAgro e explicou que o objetivo das parceiras é mobilizar e sensibilizar grupos de produtores que já estejam produzindo de forma orgânica em busca de uma certificação participativa que não é o modelo de certificação por auditoria e sim o modelo participativo e explicou que as ações estão avançadas e envolvem grupos que já produzem na agroecologia, grupos que estão no processo transitório de produção agroecológica e outros que estão buscando informações de como se alinhar organicidade agrícola. “Positivo, temos os três públicos, os produtores de hortaliças é o público que já está na frente produzindo de forma orgânica, muitos deles já com o seu certificado orgânico do Ministério da Agricultura pra vender nas feiras, fazer entregas diretas ao consumidor. Temos um público que está consciente das mudanças, das necessidades de certificação da produção orgânica, mas ele não iniciou e temos outro público em que a certificação envolve não só a produção de vegetal, mas animal, processamento, restaurantes, transporte, toda logística, então nós temos um como é o caso do leite caprino e bovino em que estamos iniciando o primeiro contato desse público com a questão da certificação”.

Virgínio Carneiro Silva é coordenador da Comissão de Orgânicos do Ministério da Agricultura na Paraíba e disse que será criado um mecanismo de avaliação da conformidade orgânica para formalizar o agronegócio agroecológico no Planalto da Borborema. “Na verdade os produtos de origem vegetal já vêm sendo trabalhados há bastante tempo, haja vista que nós temos hoje em torno de 17 associações desde o Sertão de Cajazeiras, do Cariri em Monteiro, até a Zona da Mata na faixa litorânea”, explica aquela autoridade governamental, citando diversas entidades da sociedade civil envolva no processo agroecológico.

Luiz Pereira de Sena, coordenador da Consplan, Consultoria e Planejamento de Projetos Agropecuários, Zona Mata Sul, participou de nossos programas em nossas emissoras e disse da importância do trabalho de produção que vem sendo feito pelas entidades em todo o estado e agora com o trabalho de certificação da organicidade junto ao mercado consumidor em todo o estado. “Nós trabalhamos na agricultura familiar e dentro da agricultura familiar nós temos o grupo de agricultores agroecológicos, nesses a experiência já tem dado certo, temos grupos que já trabalham há mais de 11 anos na produção agroecológica como é o caso da Ecovársea, Ecosul que são áreas que têm pontuais assistências técnicas em ATERs do Incra através da Consplan que é a empresa de consultoria no projeto”.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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