Escola Estadual pernambucana trabalha meio ambiente e religiões afro-brasileiras

A importância das plantas e das unidades de conservação para as religiões afro-brasileiras serão abordadas, a partir desta terça-feira(17), na Escola Estadual Ginásio Pernambucano.

Segundo o assessor de comunicação da Secretaria de Agricultura daquele estado, Robério Coutinho, o projeto, desenvolvido pelo professor da Unidade, especializado em gestão ambiental, Rodrigo Correia, propõe diminuir o preconceito dos alunos em relação aos cultos dos “povos de terreiro”, por meio de pesquisa inter-relacionando as religiões e o meio ambiente.

Robério informou que de acordo com o professor, o Projeto terá dois campos de atuação. A questão ambiental, por meio da importância de se preservar áreas de mata e a utilização das plantas. E também a relação do meio ambiente com as religiões afro-brasileiras. “O encerramento do Projeto vai acontecer no mês de junho, no Museu da Abolição, através de mostra fotográfica do trabalho desenvolvido”, relata Robério, lembrando que os cultos afro-brasileiros dependem da natureza para realizarem as cerimônias, que os orixás são representações simbólicas dos elementos do meio ambiente e por isso, necessitam delas para realização das liturgias.

Para ele, informa Robério, a preservação ambiental é vital para a manutenção da religião, lembrando que todos os orixás têm relação direta com algum tipo de plantas, algumas delas utilizadas na medicina popular a exemplo do Alecrim que é utilizado como colírio para amenizar o ardor nos olhos e, representa Oxalá. “A folha do Camará serve para combater sarampo e está relacionado a Xangô”, exemplifica.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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