Especialistas dizem que produção e mercado de leite têm apontado crescimento e geração de renda em estados do NE
Os estados nordestinos vêm registrando aumento na capacidade de produção de leite, conquistando importantes mercados para a venda do produto e seus derivados além de mais oferta na capacidade da geração de ocupação e renda no meio rural e no meio.
A constatação foi feita durante o IV encontro de Produtores de Leite do Agreste, Brejo e Curimataú que aconteceu durante a última quinta e sexta-feira(24 e 25) no auditório do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal da Paraíba, em Areia que foi promovido pela Universidade Federal da Paraíba, Campus Areia, em parceria com o Sebrae dentre outras e objetivou buscar formas de fortalecer a cadeia produtiva do leite no Estado e ampliar a renda dos produtores.
O gestor do Projeto Leite e Derivados da agência regional do Sebrae de Guarabira, João de Deus Leôncio, participou do Programa Domingo Rural deste domingo(27/11) e disse que entidades parceiras na região têm procurado articular os produtores através de organizações institucionais como associações e cooperativas das três microrregiões e garante que a cadeira produtiva vem em pleno crescimento já que os produtores estão sendo capacitados através do trabalho desenvolvido pelas parceiras e o reflexo já está sendo observado em todos os elos da cadeia. A bovinocultura leiteira ela tem respondido significativamente a nível de nordeste e inclusive tem se destacado também na Paraíba, até então a gente tem uma experiência que um grupo de produtores trabalhando com 25 propriedades na atividade leiteira em três anos ela deu um avanço significativo onde a gente tem feito um acompanhamento sistemático com pesquisas respondido com o produtor a cada ano, então o produtor saiu de uma produção anual de 308 mil litros de leite passando para quase 600 mil litros de leite, comemora aquele representante afirmando que já são 84 produtores assistidos por uma equipe de profissionais através de um trabalho biosistêmico com dois laboratórios móveis denominados de rufião móvel e vaca móvel. O rufião móvel faz o acompanhamento e o controle reprodutivo do rebanho onde identifica-se se a matriz está prenha ou não ou se está com algum problema inflamatório que prejudique a produção e a questão da vaca-móvel é um laboratório que vai cem cada propriedade e faz o teste da qualidade do leite justamente baseado na normativa 51 que é uma exigência do Ministério da Agricultura onde todos os produtores que aderiram ao projeto recebem o acompanhamento e orientações dos técnicos que são veterinários e zootecnistas especialistas na área e que possam os produtores de leite se adaptarem a esses novos critérios que vêm na Normativa 51 e provavelmente irá entrar em vigor a partir de fevereiro de 2012.
Participante do Programa Domingo Rural deste domingo(27/11) o professor daquela universidade, Severino Gonzaga Filho falou das ações que a universidade fez fazendo junto as parceiras locais na prestação de serviços tecnológicos e de conhecimentos junto aos produtores das microrregiões no sentido de proporcionar produção e produtividade atendendo critérios das novas realidades da legislação dentre outras. A perspectiva nossa é que esse público já é assistido aqui na região principalmente na região de Guarabira, Caiçara pegando os limites do Rio Grande do Norte até um pouco próximo á Campina Grande, nós temos outras ações no Cariri, outras ações no Sertão da Paraíba, então na realidade é juntar tudo isso que a gente está fazendo pra tentar montar um grande programa de assistência técnica e capacitação de produtores em nível de estado, explica o educador dizendo tratar-se de uma ação que envolve todos os órgãos diretamente ligados ao segmento.
Palestrante no evento e entrevistado no Domingo Rural, Severino Benone Paes Barbosa, professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco(UFRPE), disse que tem participado de diversos eventos nos estados nordestinos falando sobre a Normativa 51, sobre a estrutura que aquela universidade tem disponibilizado para o segmento e sobre a importância dos pequenos produtores se organizarem em associações e cooperativas como forma de conquistar mercados com eficiência. Já temos resultados positivos, inclusive eu apresentei aqui mesmo alguns bons resultados aqui da Paraíba, então o pessoal tem feito alguns trabalhos relacionando a questão da cooperação e tem sido fundamental porque a cooperação permite trabalhar a questão de financiamento, o produtor sozinho fica completamente desassistido pra fazer isso; segundo: a produção, ele ter a assistência dentro da produção; terceiro: a comercialização, processamento que pode acontecer porque a cooperativa pode entregar diretamente ao laticínio, mas a própria cooperativa ela pode se transformar num laticínio, que seria o ideal, porque o produtor Iria pegar todas as partes até levar para o consumidor final, comenta Benone.
Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural




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