Extensionista da Emater diz que os novos modelos podem dar expansiva retomada da batatinha na Paraíba

A batatinha já teve importante papel para a qualidade de vida da agricultura regional no Brejo e Agreste da Borborema e poderá assumir relevante função na nova forma de fazer agricultura no processo de produção diversificada que vem se fazendo na agricultura agroecológica do Território da Borborema.

A opinião é do técnico extensionista da Emater Paraíba, escritório Remígio, Helder Granjeiro de Lira, ao participar do Programa Domingo Rural deste domingo(17/07) e que há alguns anos vem trabalhando assistência técnica na lógica de agroecologia do compartimento da Borborema.

Ao dialogar com os ouvintes do Domingo Rural ele disse que a época do uso dos agroquímicos na agricultura familiar está superada já que as práticas e experimentos têm demonstrado que a produção e produtividade são possíveis na agricultura de segurança alimentar e de excedente para mercado. “A produção de batata aqui era uma cultura de renda e fazia com que o agricultor tivesse oportunidade até de se manter, manter a propriedade e ainda ter um excedente pra investimento, então batata era muito importante, foi muito importante. Agora com a busca desses resgates de todos esses órgãos que estão reunidos buscando caminhos novos, eu acredito que tem tudo pra ter um sucesso mais expressivo com a cultura da batata ecológica”, explica aquele extensionista ao dialogar com a equipe Stúdio Rural, garantindo que foi uma cultura que envolveu maita gente em nove municípios do Compartimento da Borborema.

Ele falou sobre como está se fazendo para a recuperação natural dos solos, as conquistas que se têm conseguido e sobre as perspectivas da batatinha assumir seu papel como mais um produto na linha de produtos que são vendidos nos mercados agroecológicos e lembra que a batatinha agroecológica é um dos produtos mais reivindicados pelos consumidores conscientes. “Perfeitamente, até porque a sociedade está buscando um produto que tenha qualidade e o que a gente entende em ser qualidade é um produto que foi produzido com as forças naturais que é aquela preocupação com a fertilidade do solo de forma natural e não uma fertilidade em que o agricultor procura uma casa comercial e simplesmente compra um saco de adubo que foi fabricado numa fábrica e hoje já posso falar que Deus criou a terra e quando Deus criou ela era perfeita, todos os seus elementos eram equilibrados, mas quando o homem começou a cultivá-la, muitos desses se translocaram através da erosão, através do processo erosivo através água escorrendo sobre a superfície do solo levando os micro e macro-elementos lá pro riacho que depois vai parar lá no rio e hoje a preocupação da agroecologia é exatamente isso, fazer com que aquela terra que o agricultor tem, se ela não ganhar em produtividade, mas pelo menos ela se manter com produtividade que está presente naquele instante”.

Helder disse que a nova dinâmica dos movimentos, da pesquisa e da extensão terão papel de identificar outras microrregiões que já estão trabalhando o processo de diversidade de cultivos agroecológico e fazer testes e experimentos que possam identificar solos e climas capazes de agregar a produção de batainha na dinâmica de agroecologia para que possam abastecer os mercados agroecológicos que pedem por essa linha de produto e diz acreditar que enquanto isso não aconteça a rede de escritórios da Emater em pareceria com a Articulação do Semiárido Paraibano possam fazer o abastecimento desses mercados com produtos que sejam trabalhados nas microrregiões Brejo e Agreste paraibanos.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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