Extensionistas potiguares visitam experiência japonesa na produção de biocombustíveis na agricultura familiar

Conhecer experiências de extensão rural, relacionadas aos processos de produção e gestão de atividades agropecuárias, bem como o processo beneficiamento e comercialização de biocombustível à base de oleaginosas foi o objetivo de uma viagem de intercâmbio de cooperação internacional que uma equipe de técnicos da Emater-RN realiza durante 26 dias ao Japão com início na próxima terça-feira(03).

A informação é da assessoria da Emater do Rio Grande do Norte e tema evidenciado no Programa Domingo Rural deste domingo(10 de agosto), informando que o encontro é patrocinado pela Agência Internacional de Cooperação do Japão (JICA) que, em parceria com o Governo do Estado, através da Emater-RN e que implantou há dois anos projeto piloto visando a produção de biocombustível utilizando mão-de-obra de agricultores familiares dos municípios de Lucrécia e Marcelino Vieira, na zona oeste do Rio Grande do Norte.

Aquela assessoria informou que o grupo é formado pelo Comitê Administrativo do projeto Domingos Sávio de Azevedo, pelos engenheiros agrônomos Rogério Fernandes Martinelli e Adeilton Alves da Cunha, além do técnico agrícola Aldo Ronaldo Dantas e que a programação dos extensionistas rurais consta de aulas teóricas e práticas, visitas técnicas a indústrias que beneficiam a matéria-prima para a obtenção do biocombustível e, também, a campo para conhecer as técnicas utilizadas no cultivo das oleaginosas além de algumas aulas que acontecerão no Departamento de Agronomia da Universidade de Yamagata. “Implantada há dois anos a iniciativa tem como objetivo promover o desenvolvimento de tecnologias de produção de oleaginosas a partir de modelos de produção ambientalmente sustentáveis e de gestão coletiva, bem como incentivar a capacidade de estruturação organizacional dos agricultores familiares e de suas associações, explica.

Aquela assessoria informou ainda que, segundo Domingos Sávio de Azevedo, o investimento no projeto é da ordem de 3 milhões de dólares com contrapartida do Governo do Estado estimada em 1 milhão de dólares e que outra finalidade do projeto piloto é atender à demanda da agricultura familiar na produção de oleaginosas para a produção de biodiesel. “Nesses dois anos o foco é o girassol havendo a possibilidade de se cultivar também a mamona, gergelim e amendoim”.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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