Família de agricultores apresenta experiências com captação de água e uso correto do solo em Solânea

Estruturar a propriedade para um processo de convivência com a realidade do semi-árido é a meta da agricultora Maria do Carmo, o esposo José de Pedro e a família, residentes no Sítio Bonsucesso, município de Solânea, Curimatau paraibano.

Na propriedade eles construíram diversas ações a exemplo de cisternas de placas, tanques de pedras, barreiros dentre outras ações de convivência, objetivando viabilizar a agricultura sustentável na propriedade, gerando renda para os membros da família e evitando que tenham que sair em busca de empregos nos grandes centros em épocas mais críticas do ano.

O trabalho é desenvolvido com o apoio das entidades de agricultores vinculadas a ASA-PB, Articulação do Semi-árido Paraibano e, após sistematização constatou-se a existência de ações que fazem a diferença e servem de modelo para as diversas famílias de agricultores que compartilham as experiências através de encontros de intercâmbios. Além das pequenas e eficientes obras de captação de água a família tem construído barreira de pedras e plantou capins variados em pontos estratégicos da propriedade como forma de diminuir a força das águas sobre o solo; construiu barragem subterrânea utilizando culturas variadas às margens dentre outras ações.

Na última segunda-feira, a família de agricultores recebeu uma comissão de aproximadamente 20 agricultores e representações de agricultores participantes de um encontro realizado no Centro de Treinamento Padre Ibiapina naquele município e mostrou, em detalhes, as estratégias de convivência sustentável desenvolvidas por eles na propriedade.

Stúdio Rural compareceu ao local e entrevistou proprietários e participantes do evento sobre as ações desenvolvidas pela família, fazendo comparação com as experiências desenvolvidas por cada participante em suas propriedades.

Ao ser entrevistado por Stúdio Rural, o agricultor Valmir Macedo de Miranda, residente no Sítio Catolé de Queimadas, disse que a experiência é de fundamental importância para a convivência com realidade de nossa região e que os encontros promovidos pela ASA têm feito com as famílias possam trocar experiências, agregando valor aos seus conhecimentos e fazendo com que eles possam aumentar as ações estruturadoras em suas propriedades. “É muito gratificante a gente ter a oportunidade de está participando junto aos demais agricultores e agricultoras que fazem esse movimento e buscam suas inovações e suas descobertas, implementando suas experiências adquiridas dando condições de sobrevivência no semi-árido paraibano”, argumenta Valmir.

Quem também dialogou com a equipe Stúdio Rural, com os ouvintes das emissoras afiliadas, foi a agricultora Maria do Carmo, promotora das experiências e disse que fica gratificada com a procura por parte das famílias de comunidades, cidades e estados diversos interessados em conhecer de perto as ações que têm facilitado a capacidade de produção e permanência no campo, momento em que falou sobre o que foi mostrado para os participantes daquele encontro. “Foi mostrado os trabalhos da gente na família, e eu achei muito bom a experiência dos que vieram olhar o trabalho da gente e que a gente aprende também com as experiências desenvolvidas por eles e pelos outros”, argumenta a agricultora, acrescentando que tudo teve início mais fortemente desde o ano de 1998 quando das parcerias desenvolvidas com a AS-PTA, presença que tem fortalecido a troca de experiências entre as famílias de agricultores.

Para o assessor técnico da AS-PTA, José Camelo, o encontro é uma prática que se repete entre as famílias de agricultores acompanhados pelas entidades da ASA Paraíba e tem o objetivo de fazer a troca das experiências, fazendo com que, de forma coletiva, as famílias possam discutir, refletir e compreender que com ações sustentáveis a vida torna-se possível em todas as microrregiões de cada estado do semi-árido brasileiro. “Esse encontro que nós estamos realizando que chama-se “água gerando vida e produzindo alimento para o povo do semi-árido” tem como objetivo, já que estamos na semana da água, mas na verdade para refletir que a gente comemora quando a gente tem água em abundância”, esclarece Camelo, lembrando que o encontro de formação também objetiva dar uma parada pra refletir sobre a problemática da água em toda a região, fazendo entender qual a oferta de água, demanda necessária e analisar o déficit associados as práticas apropriadas para a captação e manutenção dessas águas na propriedade.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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