Famílias queimadenses do P1+2 participam de capacitação sobre fabricação e uso de biofertilizantes

Famílias agricultoras do município de Queimadas, vinculadas ao Pólo da Borborema, participaram de uma oficina sobre como trabalhar o gerenciamento dos recursos hídricos na pequena propriedade rural associando ao processo de uma melhor produção agrícola e ao mesmo tempo aprender a fabricação e uso de fertilizantes que serão trabalhados nas unidades produtivas.

O evento foi promovido pelo Pólo Sindical e das Entidades da Borborema em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Queimadas e a ONG AS-PTA, aconteceu na propriedade da agricultora Severina Maria da Silva Borba, Severina Tavares(foto), que ao falar com Domingo Rural evidenciou a importância da atividade prática que fez com que diversas agricultores e agricultoras aprendessem a fazer produtos biofertilizantes e defensivos naturais com matéria-prima colhidas na unidade produtiva. “Foi muito bom porque a gente aprendeu a fazer. Uns materiais a agente tinha, outros eles levaram pra levar, o mel de furo a gente não tinha eles levaram e o pó de rocha. Os outros foi tudo lá, a palma, a gliricídea, mata-pasto, o leite, o esterco da vaca já tinha sido tirado três dias antes e foi feito dois quites e então agora está mexendo e de cinco em cinco dias acrescentando o leite, o pó de rocha e o mel”, explica a agricultora, explicando que aos poucos as famílias agricultoras estão se adaptando a um novo modelo de produção na dinâmica de agroecologia.

Ela informou que tudo foi desenvolvido com o apoio da AS-PTA e do Pólo Sindical do Compartimento da Borborema e garante que pouco a pouco a comunidade está se aperfeiçoando na forma de trabalhar a produção no sistema agroecológico a partir do uso adequado do solo, da água e dos materiais existentes na propriedade. “Isso é muito importante porque quanto mais se faz vive mais se aprende, antes a gente botava urina de vaca com um litro em vinte litros de água, mas hoje com esse biofertilizante já é melhor o processo”, explica aquela agricultora dizendo que a principal vantagem é que todo é feito com matéria prima produzida na propriedade.

A agricultora é da opinião de que o trabalho de capacitação e intercâmbio está mudando a cultura do município que já conta com um número significativo de agricultores e agricultoras interessados no processo sustentável de produção já que há um processo rotativo na unidade produtiva o que fará com que a produção passe a ser mais em conta para o consumidor. “Fica mais fácil e mais barato, eu acho que o produto orgânico hoje com a experiência tem e está se aprendendo e vendo, eu acho que fica mais barato e melhor pra sobreviver”.

Ela informou que no próximo dia 8 de junho será orgânico mais uma oficina para coar o produto e em seguida guardar o produto que será utilizado de forma gradativa pelas famílias agricultoras daquela localidade.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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