Feira agroecológica com venda direta ao consumidor de Remígio fecha ano positivo mesmo com seca

Mesmo vivendo o ano mais seco dos últimos 30 anos a agricultura familiar agroecológica vem dando demonstração de que o conjunto dos argumentos das entidades de que as práticas apropriadas de convivência criam mesmo a viabilidade da vida produtiva no meio rural nordestino a partir de experiências bem sucedidas a exemplo da agricultura que se faz no município de Remígio que vem sendo suficiente para alimentar a família e o excedente está chegando ao consumidor em todos os períodos do ano.

Stúdio Rural visitou a Feira Agroecológica com venda direta ao consumir e conversou com o agricultor Mário Pereira com residência e produção desenvolvida no Assentamento Queimadas, naquele município, e, segundo ele, as práticas têm criado as condições para o processo de complementação produtiva que tem criado excedentes para o processo de venda naquele espaço de venda direta. “A água a gente trabalha com ela com muito respeito para não gastar muita água, porque você sabe que água é vida, se você tem água você tem vida, principalmente nós agricultores que produz, a gente tem que respeitar muito a água e pedir à Deus que mande chuva agora no final de dezembro pra janeiro pra melhorar nossa situação”, explica Pereira dizendo que as ações estruturadoras promovidas pelas entidades parceiras têm criado condições reais das famílias se manterem no campo mesmo nestes tempos de acentuada seca. “Não fosse essa luta isso não existia, porque as organizações estão trazendo as barragens subterrâneas, trazendo poços e barreiros pequenos, que mesmo pequeno, mas é bastante profundo e aquilo se encher vai recurso para o povo”.

Marinalva Belarmino da Silva(foto) é agricultora residente no assentamento Junco, faz parte da feira agroecológica já que tem um conjunto de ações implementadas na unidade produtiva com recursos da Petrobrás, Ministérios dentre outros financiadores de projetos produtivos e garante que a produção e a feira são coisas que estão proporcionando melhor qualidade de vida para a família. “Pra mim é muito importante porque estou produzindo, trazendo de tudo um pouco tipo coentro, ovos de galinha, alface, maracujá, couve-flor, batata-doce, feijão, espinafre, de tudo eu tenho um pouco”, explica aquela agricultora, dizendo que é tudo resultado da din style=LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: ‘Calibri’,’sans-serif’; FONT-SIZE: 11pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA>âmica agroecológica com gêneros alimentícios para a família e para o mercado de consumo.

João Miranda Filho é agricultor no assentamento Irmã Dorothe, vende seus produtos naquele espaço agroecológico e, ao dialogar com os ouvintes das Rádios Serrana de Araruna e Bonsucesso de Pombal, falou sobre as estratégias de produção com práticas de canteiros econômicos e uso racional da água. “Aqui nós temos um produto de boa qualidade, com amor e amizade que nós temos nesta feira que é uma feira em que todo mundo é como irmão um do outro, todo mundo vende os produtos de um e de outro e onde cresce todo mundo junto”.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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