Feira da reforma agrária de CG completa seis meses com oferta de bons preços e qualidade nos produtos

A feira agroecológica composta de famílias agricultoras de assentamentos rurais de municípios da região de Campina Grande está completando seis meses com oferta de bons preços e diversificada linha de alimentos ofertados aos consumidores da cidade de Campina Grande.

Na última quinta-feira(23), Stúdio Rural visitou aquela feira e conversou com agricultores e técnicos da Coonap, Cooperativa de Trabalho Múltiplo de Apoio às Organizações de Autopromoção que trabalha assessorando agricultores em mais de 30 assentamentos aqui no estado da Paraíba.

Stúdio Rural conversou com a agricultora Maria Felipe, residente e produtora no Assentamento Chã de Bálsamo, município de Matinhas, falando sobre a forma de trabalho naquele assentamento que fica no Agreste paraibano. Ela explicou que, com a falta de chuva no mês de março, neste mês houve uma redução na oferta de produtos, mas disse que a chuva está voltando, a terra está molhada e a expectativa de retomada no número de feirantes produtores e na oferta de produtos. “Quando comecei a vender aqui comecei com 200 bananas, agora já dar pra vender um milheiro”, explica justificando que pouco a pouco a clientela de Campina Grande começou a se interessar pelos produtos e hoje já se tem uma acentuada procura e garante que a assessoria da entidade financiada pelo Incra faz a diferença. “O acompanhamento deles é muito bom porque eles escavacam muitas coisas pra gente, as coisas que a gente não sabia a gente já sabe, o acompanhamento é muito bom, as reuniões acontecem todo mês onde somos cadastrados, com isso eles nos pagam todos os meses tudo direito e pra mim está tudo bom demais”, explica ao avaliar o trabalho desenvolvido pela empresa que trabalha a ATER, Assistência Técnica e Extensão Social, Coonap, Cooperativa de Trabalho Múltiplo de Apoio às Organizações de Autopromoção.

José Ferreira de Araújo é agricultor residente no Assentamento Pequeno Richard, município de Campina Grande, conversou com a equipe Stúdio Rural falando sobre a importância da feira, sobre o trabalho que vem sendo feito acompanhado pelos técnicos da cooperativa e garante que já são muitas as famílias que estão desenvolvendo a produção sem uso dos produtos venenosos com satisfatória resposta produtiva e afirma que a feira começa e termina cedo já que a procura é bastante acentuada pela população de Campina Grande. “Quase todos os fregueses que vêm já são conhecidos, aliás tem uns cinco fregueses que desde a primeira semana que compra a eu”, comemora o agricultor que participa daquele espaço com venda de queijo de coalho.

Já o técnico da Coonap, Gustavo Queiroz Laurentino, ao dialogar com nosso público ouvinte, explicou que a feira acontece numa parceria com a Prefeitura de Campina Grande que autorizou o uso do espaço que atualmente conta com a participação de assentados de diversos municípios representando um importante avanço para o plano de reforma agrária que passa a divulgar o conjunto das ações desenvolvidas e serve como estímulo para a busca das terras que ainda não cumpram sua função social. “Apesar de esses três anos ter sido de seca, mas a avaliação que faço é positiva, percebo que a feira com relação ao início deu uma caída já que a seca se alongou um pouco diminuindo a oferta de produtos, principalmente a oferta desses produtos que dependem muito de água como as hortaliças e frutas, mas mesmo assim você está vendo que a feira está resistindo e nossas esperanças estão se renovando agora porque começou o período de chuvas e o pessoal está plantando, então daqui a dois meses a feira vai melhorar mais ainda” explica aquele extensionista dizendo que a região do Agreste tem um espaço maior de tempo de chuva onde o solo retém melhor a água e se mantém molhado por mais espaço de tempo.Gustavo explicou que a cooperativa desenvolve um trabalho em diversas microrregiões do estado da Paraíba com ações que vão do trabalho com o processo prepara e respeito ao solo, produção e mercado, processo de agregação de valor ao produto com a industrialização e conservação de alimentos de forma natural até o processo de aprendizado na prática do artesanato. “Percebemos muitas mudanças na vida dos assentados, até porque a Coonap tem o trabalho dos técnicos na área produtiva, mas também temos um trabalho social que é das assistentes. Então os técnicos vão mais pra essa parte de campo e nós temos as assistentes sociais que trabalham mais as ações com as mulheres tipo artesanato, costura, organização das mulheres e o processo de agregar valor como é o caso de um assentamento lá em Areia em que temos um trabalho do artesanato com a utilização da palha da bananeira, então a Coonap não olha só para uma coisa, olha para o geral” relata, lembrando que toda a produção destina-se a segurança alimentar das famílias e o excedente chega ao mercado todas as quintas-feiras. “Deixo o recado que os fregueses venham, porque além deles estarem reconhecendo o trabalho desses assentados que você sabe que 70% dos alimentos que vem a nossa mesa é da agricultura familiar, então só em você ver a força que eles têm em estar produzindo mesmo sem água um produto sem uso de agrotóxicos, sem o uso do veneno, isso é muito bom, então eu digo que as pessoas venham porque elas vão estar comprando um produto de qualidade sem uso de veneno, num preço bom, diferente de algumas feiras aí que a gente chega em que os produtos são totalmente com veneno”.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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