Incra-PB elabora Relatórios Antropológicos de mais seis territórios quilombolas
A Superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na Paraíba começará, este mês, o trabalho de elaboração de Relatórios Antropológicos de mais seis territórios quilombolas paraibanos, nas comunidades Ipiranga, no município de Conde (Litoral Sul); Fonseca, em Manaíra (Serra do Teixeira); Vaca Morta e Barra de Oitis, em Diamante (Sertão); Pitombeiras, em Várzea (Seridó Ocidental) e Contendas, em São Bento (Sertão).
A informação é do assessor de comunicação da autarquia, Jaimaci Andrade, justificando que o trabalho será realizado pelas empresas Demacamp e S.A Consultora em Gestão de Processos de Qualidade LTDA, que venceram licitação na modalidade pregão eletrônico, do tipo menor preço global publicado no Diário Oficial da União no dia 30.11.2011, Seção 3, página 157. O trabalho das empresas está previsto para ser concluído ainda no primeiro semestre deste ano.
Aquele assessor informou que, segundo o superintendente regional do Incra, Lenildo Morais, o objetivo é agilizar o processo de regularização daquelas áreas, que culminará com a concessão do título de propriedade da terra às comunidades, que reúnem aproximadamente 390 famílias.
Ao dialogar com nossa Stúdio Rural, ele informou que, de acordo com a antropóloga Maria Ester Fortes, do Serviço de Regularização de Territórios Quilombolas do Incra-PB, o relatório antropológico é a peça inicial do processo administrativo de regularização dos territórios quilombolas e compõe o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) que também inclui o Laudo Agronômico e o Memorial Descritivo da área. A missão de regularizar os territórios quilombolas foi atribuída ao Incra em 2003, com a promulgação do Decreto nº 4.887, que regulamentou o procedimento para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas pelos remanescentes das comunidades dos quilombos de que trata a Constituição Federal em seu Artigo 68, explica aquele assessor.
Andrade informou que a regularização do território tem início com um estudo da área, a elaboração de um Relatório Técnico que identifica e delimita o território da comunidade e que uma vez aprovado este relatório, o Incra publica uma portaria de reconhecimento que declara os limites do território quilombola. A fase final do procedimento corresponde à regularização fundiária, com a retirada de ocupantes não quilombolas através de desapropriação e/ou pagamento das benfeitorias e a demarcação do território, explica.
Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural




Enviando...
Deixe seu comentário