Incra pede informações à Secretaria de Segurança sobre ação contra acampados em Pocinhos

A Ouvidoria Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na Paraíba está acompanhando e analisando a violência contra 60 famílias de trabalhadores rurais sem terra da fazenda Cabeça de Boi, no município de Pocinhos, a cerca de 160 km de João Pessoa. Cinco acampados foram presos e dois adolescentes apreendidos. Há denúncias de tortura praticada contra dois homens, além do desaparecimento de cinco pessoas do acampamento.

A informação é da assessora de comunicação do Incra, Kaliandra Vaz, justificando que o Incra, através da Ouvidoria Agrária, está solicitando informações à Secretaria de Segurança Pública do Estado e ao Comando Geral da Polícia Militar sobre a legalidade da ação realizada sábado (2).

Ela informou que, segundo o superintendente regional do Incra, Frei Anastácio(foto), não há registro de processo de reintegração de posse contra as 60 famílias que ocuparam a fazenda no dia 1º de maio, e já no dia seguinte tiveram o acampamento invadido, relatando que no momento em que a Ouvidoria do Incra foi comunicada do fato pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), no dia 2 (sábado), já começou a acompanhar o caso, através do próprio Ouvidor, Cleofas Caju e do servidor da Divisão de Obtenção de Terras, Dorival Fernandes, que foram até a cidade de Pocinhos.

Vaz relatou ainda que, segundo o ouvidor agrário regional, Cleofas Caju, os dois pais de família apresentavam hematomas, deformação no rosto, queimaduras no corpo, andavam com dificuldade e que eles contaram que ficaram em poder dos agressores das 22h do dia 1º até às 4 horas do dia 2 e que só depois de seis horas foram levados para a Central de Polícia e depois encaminhados para Pocinhos.

Aquela assessora ainda informou que os trabalhadores narraram que a prisão deles foi realizada na noite do dia 1° e a invasão do acampamento foi feita na manhã do dia 2, sob o comando da proprietária da fazenda, Maria do Rosário Rocha, e do tenente Jonata Midori Iasac. “Segundo Caju, os trabalhadores narraram que vários policiais e quatro homens encapuzados cercaram o acampamento, botaram fogo em barracas, colocaram armas na boca de trabalhadores, apesar dos gritos de Maria do Rosário de que não era para usar armas”, justifica Vaz.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

Compartilhe se gostou

Deixe seu comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos marcados como (obrigatório) devem ser preenchidos.

Newsletter

Através da nossa newsletter você ficar informado, o informativo do estudo rural já conta com mais de 20 mil inscritos, faça parte você também.

Back to Top