Lagoa Seca Sedia Seminário sobre avanços da Fumicultura no Território da Borborema

Aconteceu em Lagoa Seca durante os dias 20 e 21 deste mês de agosto no Centro de Formação Maristas, o Seminário sobre o avanço da fumicultura no território da Borborema, ou seja, o avanço do plantio de fumo no território da Borborema, evento organizado pelas entidades e participação de agricultores familiares, Sindicatos de Trabalhadores Rurais, ONGs, Emater, Embrapa Algodão, Universidades, Delegacia do MDA, Secretaria de governos ligadas a saúde e agricultura dentre outras.

Durante os dois dias as representações fizeram um panorama da realidade e avanços da cultura que representa grande perigo para quem produz, para quem consome e para o meio ambiente, além de representar cultura que causa grande dependência aos agricultores familiares envolvidos já que demanda grande mão de obra e produtos externos da propriedades dentre os quais perigosos venenos. Um rápido histórico sobre a ação negativa da empresa Souza Cruz, que, em parceria vem estimulando a produção da cultura na região do Brejo e Agreste paraibano com análises da trajetória de implementação da cultura em propriedades familiares rurais no Agreste da Borborema.

Stúdio Rural acompanhou o evento e conversou com representações diversas sobre a cultura e seus males dentro de uma relação de custo benefício que ao final causa grandes prejuízos não somente para as famílias produtora como também para o Estado, o país e o mundo já que trata-se de cultura geradora de inúmeras doenças.

O agricultor familiar José Leal, residente no município de Lagoa Seca, Brejo paraibano, disse ser de uma família tradicional de ex-plantadores de fumo que ao longo do tempo perceberam ser um produto gerador de dependência e miséria de forma ampla. “É uma das coisas mais perigosas que pode voltar a nossa região, quando eu falo voltar é porque eu nasci e me criei trabalhando em fumo com meus avós paternos e maternos e todos os familiares naquela época de 1940 a 50 e pra você ter uma idéia, eu comecei trabalhar com fumo eu tinha cinco anos”, argumenta Leal a iniciar seu diálogo com os ouvintes do Programa Esperança no Campo da Rede Esperança de Rádios e do Programa Domingo Rural em Rede.

Quem também dialogou com o s ouvintes da Programação de Stúdio Rural foi a coordenadora do Programa Nacional de Diversificação nas Áreas Cultivadas com Tabaco do MDA, Adriana Gregolin que falou sobre a importância de seminário e sobre as ações governamentais que estão sendo desenvolvidas como alternativa a produção do fumo que só traz problemas ambientais e para a sociedade como um todo. “A gente ressalta sempre para os participantes dos eventos, agricultores, técnicos, que essa mudança no sistema de cultivo é uma mudança que passa pelo sistema de produção como um todo, então nós temos alguns fundamentos do programa que ele deve ser pautado em qualquer projeto que estejam sendo implementados pelas instituições e são fundamentos como desenvolvimento sustentável(qualquer projeto ele tem que trabalhar nessa perspectiva da sustentabilidade das propriedades, tanto ambiental como social e econômica), a questão das parcerias que sejam projetos de execução descentralizada, quer dizer, que traga participação de diferentes organizações da sociedade civil, tanto da área de educação quanto da área saúde comunicação da área de acompanhamento técnico, a questão da participação tem que ser de fato dos agricultores na implementação desses projetos”, relata aquela coordenadora durante espaço amplo de diálogo com os ouvintes das emissoras parceiras da comunicação clara, firme e objetiva de Stúdio Rural.

Tânia Maria Cavalcante é chefe da divisão de controle do tabagismo e outros fatores de risco de câncer e participou do evento na qualidade de representante do Ministério da Saúde e Instituto Nacional de Câncer que já é uma secretaria de uma comissão interministerial para a implementação da Convenção Quadro para controle do tabaco e ela falou no evento e em nossos programas sobre o que é a convenção e o que tem a ver com a questão do fumo e as políticas governamentais por uma agricultura e um país livre do fumo.

Marenilson Batista da Silva, é delegado federal do desenvolvimento agrário no Estado da Paraíba e também falou aos ouvintes dos programas e Emissoras de Stúdio Rural expansionistas das ações rurais em toda a região, e, falou sobre as dinâmicas que estão desenvolvidas por todas as entidades de governos e não governamentais no sentido de barrar o crescimentos da cultura do fuma e que a ferramenta para esse barramento é o trabalho de conscientização que vem sendo feito junto a sociedade como um todo com ações educativas que vê associadas as ações e políticas governamentais que objetivam fortalecer a agricultor rumo ao processo de produção de alimentos limpos e programas de consumo desses produtos enquanto suporte de geração de saúde, ações que serão possíveis a partir de programas de financiamentos através de programas como o PRONAF e canais de aquisição desses produtos a exemplo do PAA da Conab dentre outros. “Exatamente, nós temos políticas públicas agora, que políticas públicas precisam chegar junto aos agricultores e agricultoras familiares e, um dos desafios do nosso seminário é fazer com que as políticas que estão postas aí a exemplo de Programa de Aquisição de Alimentos, acesso as feiras, crédito, assistência técnica possam chegar de fato e fazer com os agricultores e suas famílias possam melhorar de vida e ter acesso a essas políticas públicas”, explica Batista da Silva.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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