Ministério do Meio Ambiente e parceiros fazem lançamento do Programa Água Doce no município de Aroeiras

Será inaugurado nesta quinta-feira(09/02) na área do Assentamento Cachoeira Grande, no município de Aroeiras, Agreste paraibano, o Programa Água Doce (PAD) enquanto mais uma ação do Governo Federal, coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com diversas instituições federais, estaduais, municipais e sociedade civil.

Segundo a assessora de comunicação da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, do Ministério do Meio Ambiente, Solange Amarilis dos Santos, o programa visa estabelecer uma política pública permanente de acesso à água de qualidade para o consumo humano por meio do aproveitamento sustentável de águas subterrâneas, incorporando cuidados ambientais e sociais na gestão de sistemas de dessalinização e busca atender, prioritariamente, localidades rurais difusas do Semiárido Brasileiro. O Água Doce conta com uma rede de cerca de 200 instituições envolvidas no processo, envolvendo os 10 estados do Semiárido e parceiros federais, explica Solange Amarilis ao dialogar com Stúdio Rural.

Aquela assessora informou que o Água Doce conta com uma rede de cerca de 200 instituições envolvidas no processo, envolvendo os 10 estados do Semiárido e parceiros federais e que o Programa foi formulado em 2003 de forma participativa com a contribuição de diversas entidades que tratam do tema, tanto a nível federal, como estadual. Entre os principais parceiros destacam-se o BNDES, Petrobrás, Fundação Banco do Brasil, Embrapa, Universidade Federal de Campina Grande, DNOCS e a CPRM, explica Amarilis acrescentando que até o momento o programa vem beneficiando cerca de 100 mil pessoas, em 152 comunidades distribuídas pelo Semiárido, garantindo o acesso à água potável a seus moradores além de já capacitar mais de 600 pessoas, entre técnicos estaduais e operadores/gestores dos sistemas de dessalinização.

Solange Amarilis expilicou que essa é uma combinação de ações integradas, de forte impacto social, que, além de produzir água potável para as comunidades atendidas, proporciona o aproveitamento econômico dos efluentes resultantes do processo de dessalinização e que como resultado, tem melhorado a qualidade de vida da população e reduzido o impacto ambiental, o que não ocorreria caso não houvesse aproveitamento dos efluentes gerados no processo de dessalinização. O PAD é uma das iniciativas que integram o Programa Água para Todos, no âmbito do Plano Brasil sem Miséria, juntamente com construção de cisternas e sistemas simplificados de abastecimento. O Água Doce assumiu a meta de aplicar a metodologia do programa na recuperação, implantação e gestão de 1.200 sistemas de dessalinização até 2014, com investimentos de cerca de 168 milhões de reais, complementa.

Ela explicou, ainda, que a partir de 2010 as ações estão sendo orientadas pelos Planos Estaduais de Implementação e Gestão do Programa Água Doce que têm como meta atender um quarto da população rural do Semiárido até 2019, ou seja, aproximadamente 2,5 milhões de pessoas em 10 anos com ações serão iniciadas a partir dos municípios mais críticos em cada estado e naquelas áreas mais suscetíveis ao processo de desertificação e que para isso são definidos critérios técnicos para atender primeiramente quem mais precisa a exemplo dos municípios com menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH), altos percentuais de mortalidade infantil, baixos índices pluviométricos e com dificuldade de acesso aos recursos hídricos que serão os primeiros a serem contemplados pelos planos.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

Deixe seu comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos marcados como (obrigatório) devem ser preenchidos.

Newsletter

Através da nossa newsletter você ficar informado, o informativo do estudo rural já conta com mais de 20 mil inscritos, faça parte você também.

Back to Top