Oficina de Construção do Plano Safra da Borborema é destaque no Domingo Rural

As entidades da agricultura familiar do Compartimento da Borborema estiveram reunidas na última quina e sexta-feira, no Centro de Eventos Maristas, em Lagoa Seca, com a realização da Oficina Introdutória de Construção do Plano Safra Territorial – PST e de Aprimoramento do Processo de Gestão do PDTRS do Território da Borborema.

Durante os dois dias as entidades governamentais e não-governamentais estiveram discutindo o processo de reconstrução da visão de futuro com trabalhos em grupos; reconstrução coletiva da visão de futuro com trabalhos em plenária; análise coletiva dos eixos aglutinadores e programas com exposição e debate em plenária; da visão de futuro com trabalho em plenária e discussões sobre o PRONAF, discutindo conceitos e operacionalização com exposição e debate na plenária. No segundo dia de evento, os participantes compartilharam informações sobre o Plano Safra Territorial com discussão conceitual na busca de entendimento e objetivos; definição de estratégias para construção do Plano Safra Territorial – PST; definição de informações necessárias dentre outras informações de importância para os agricultores e lideranças.

Domingo Rural compareceu ao local entrevistando o extensionista rural da Emater, Alexandre Eduardo de Araújo, o articulador territorial da Borborema, agrônomo Antônio Júnior da Silva e o agricultor experimentador, componente do Pólo Sindical da Borborema, residente no Sítio São Tomé II, em Alagoa Nova, Zé Pequeno.

Em contato com os ouvintes do Programa Domingo Rural, Alexandre Eduardo de Araújo, disse que os representantes dos 21 municípios do Território da Borborema estiveram na discussão do planejamento da Safra Agropecuária para os próximos cinco anos, estando a Paraíba entre pouco mais de cem territórios em todo o Brasil, representado pelos segmentos mais diversos da sociedade e dos governos. “Eles estão entusiasmados e motivados à fazer esse exercício tendo em vista que eles estão colocando as perspectivas desses atores e atrizes, das instituições que eles representam, enquanto demanda no planejamento de ordenamento das políticas públicas, sendo salutar que isto aconteça, uma vez que as políticas públicas são atendidas para atender as necessidades dessas instituições, de pessoas, cidadãos e cidadãs”, argumentou Araújo em sua ampla participação no Programa.

Participante do evento e entrevistado no Domingo Rural, o articulador territorial da Borborema, agrônomo Antônio Júnior da Silva, falou sobre o ponto alto das discussões, evidenciando o papel da sociedade organizada nas definições das políticas públicas voltadas para a agricultura familiar. “O ponto alto está em torno, principalmente, do desenvolvimento sustentável, nós estamos na questão do Plano Safra Territorial e juntamente ao Plano Safra estando trazendo discussões do nosso plano de desenvolvimento territorial sustentável que temos do Território da Borborema e a gente observa que a preocupação principal das pessoas que estão aqui é exatamente com as práticas de desenvolvimento sustentável, entrando todas as questões relacionadas a agroecologia, meio ambiente, agricultura familiar como foco central de todas as discussões já que a grande parcela está ligada ao trabalho com a agricultura familiar, sendo este o ponto principal do foco de discussão”, justifica Júnior. Ele aproveitou para criticar a pouca participação dos prefeitos e prefeitas que, apesar da presença de alguns poucos secretários, têm se mantido ausentes das discussões.

Já o agricultor experimentador, componente do Pólo Sindical da Borborema, residente no Sítio São Tomé II, em Alagoa Nova, Zé Pequeno, diz que em termo de território os agricultores e agricultoras têm ocupado importante espaço na inclusão de usas demandas nas políticas públicas para o segmento da agricultura familiar e ao mesmo tempo os segmentos estão trocando experiências para a vida diária da produção, aproveitando para criticar os prefeitos que têm se mantido ausentes das discussões e que pouco a pouca a sociedade organizada está interferindo na aplicação de recursos contrariando os prefeitos e prefeitos que ainda agem com práticas individuais e conservadoras. “Eu acho que aquela dificuldade que a gente tinha, hoje em dia quem está sofrendo muitas coisas são eles, porque eles têm que nos ouvir. Antes a gente era recebido forçadamente, mas hoje estamos participando junto com eles, nem é o que eles querem, mas também não é só o que nós queremos é o conjunto que hoje fortalece a agricultura familiar, a segurança alimentar, a comercialização, a nossa linha de crédito onde a agente se junta para decidir o melhor plano de acesso”, justifica Pequeno.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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