Parceria entre Emepa e UFRPE apresenta tecnologia em ração para semiárido paraibano

O uso do Milheto e a cultura Sorgo enquanto cultura a ser plantada, colhida e beneficiada na agricultura e pecuária familiar é um dos temas em evidência dos Programas Universo Rural e Domingo Rural no decorrer dessa semana através das emissoras parceiras já que a região busca alternativas de culturas que sejam adaptadas ao clima e solo de nossa região e essas culturas apresentam qualidades genéticas capazes de agregar valor a pecuária da região semiárida do Estado da Paraíba.

Stúdio Rural conversou com o professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco(UFRPE), Maurício Luiz de Melo Vieira Leite(foto), falando sobre as qualidades gerais da cultura do Milheto e Sorgo que estão sendo pesquisados pela UFRPE e  Emepa com resultados já definidos e que podem contribuir como mais uma alternativa a ser utilizada no meio rural paraibano.

Conversando com Stúdio Rural, Vieira Leite, falou sobre as culturas adaptáveis a região, em especial a agricultura e pecuária familiar já que são culturas de ciclo curto com resistências aos insetos existentes em nossa região. “O Milheto é uma planta que pode ser utilizada e deve ser utilizada pelo produtor do semiárido paraibano porque é uma planta que tem ciclo curto: 60 dias do período de colocar semente na terra até a colheita pra fazer o corte para a silagem. É uma planta que precisa de pouca água, de pouca chuva, e produz muito. Na estação experimental de Pendência da Emepa, no ano passado, em 64 dias e com 96 milímetros de chuva foi produzido 18 toneladas de massa verde de milheto de ótima qualidade”, reporta-se o pesquisador sobre a cultura do milheto forrageiro que supera o sorgo que precisa de um ciclo de chuva maior.

Maurício Leite informou que o sorgo é também uma cultura de excelente qualidade a ser utilizada em nossa região semiárida á que com cerca de 90 dias com uma excelente produção e ao mesmo tempo chamou a atenção para o trabalho de fenação a partir da cultura do Capim Buffel enquanto cultura adaptável as condições do semiárido. “A fenação, a produção de feno usando o Capim Buffel que é uma planta comprovadamente adaptável as condições do semiárido na Estação de Pendência com a chuva do ano passado foi produzido dois mil fardos de feno de Capim Buffel por equitare, fardos com nove quilos, então isso é uma quantidade de alimento muito expressiva”, explica aquele estudioso, acrescentando que há infinidade de culturas da região capazes de serem fenadas em épocas de inverno e guardadas para as épocas de secas.

Apesar da eficiência forrageiras das culturas, o pesquisador argumenta que os governos não têm dado a atenção merecida para o processo de multiplicação do produto e lamentou que os produtores não consigam ter acesso sequer a semente para o plantio das culturas. “Esse é um grande desafio no Estado da Paraíba atualmente nós não temos sementes disponível com uma mínima quantidade em lojas comerciais e mesmo nas instituições para ser vendida, para ser comercializada ou pra ser distribuída, nem de milheto, nem de sorgo, então o Governo do Estado através da Emepa está se programando para multiplicar essas sementes e a partir do próximo ano poder ter semente no Estado da Paraíba”, sugere ao lamentar afirmando tratar-se de um nicho de mercado.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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