Parlamentar critica bancos oficiais por dificultarem habitação nos assentamentos rurais

As famílias agricultoras nos assentamentos rurais paraibanos estão enfrentando acentuados problemas na hora da aquisição da casa própria dentro do programa de construção de moradias do governo federal desde que a atribuição, que antes era do Incra, passou para os bancos oficiais Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Participante no Programa Esperança no Campo e Programa Domingo Rural da Rádio Queimadas FM e Rádio Serrana de Araruna, no último sábado(14) e domingo(15), respectivamente, o deputado estadual Frei Anastácio (PT) argumentou que os bancos oficiais burocratizam demais a liberação de projetos e recursos para construção de casas para os assentados da reforma agrária o que vem causando frustração para as famílias e provocando insatisfações e mobilizações por parte dos movimentos sociais ligados ao campesinato paraibano. “O ano passado, em agosto, houve uma mobilização no Banco do Brasil e Caixa Econômica de João Pessoa, os trabalhadores e trabalhadoras exigiram moradias nos assentamentos, moradias que eram feitas pelo Incra. Na medida em que o Governo Federal, o governo da presente Dilma, tomou posição de as casa serem construídas pelo Programa Minha Casa Minha Vida, então dificultou diante da burocracia, antes o Incra recebia os recursos e logo colocava na conta da comunidade e as casas eram construídas. No ano passado, em agosto, houve uma mobilização e ficou acordado ser feito 310 casas do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra e 150 da Comissão Pastoral da Terra, os técnicos que prestam assistência aos assentados elaboraram os projetos, esses projetos foram encaminhados aos bancos para serem avaliados pelos técnicos do banco, só que o banco vai deixando e vai protelando e já tem mais de um ano e nada foi feito. Pra não dizer que nada foi feito, foi feito duas casas como modelo. Então as organizações vieram e ocuparam o Banco do Brasil e a Caixa Econômica de João Pessoa reivindicando agilizar a análise dos projetos de moradia para as casas serem feitas”, esclareceu o deputado em contato direto com o público ouvinte de nossas emissoras parceiras, chamando a atenção para o fato de que o movimento aguarda assiduidade nos compromissos assumidos pelos representantes das instituições bancárias e de que o ‘abril vermelho’ vem aí e será tempo de ocupação de espaços na busca das conquistas dos trabalhadores.
Da ocupação participaram cerca de 700 mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Comissão Pastoral da Terra (CPT) e, segundo a assessoria daquele parlamentar, as ações das mulheres começaram pelo litoral sul com atividades que objetivam discutir, entre outras coisas, os impactos do atual modelo de desenvolvimento na vida das mulheres camponesas imposto pelo grande capital e mostrar que é possível um projeto de agricultura baseado na agroecologia.
Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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