Pecuária pede socorro em Barra de Santana para alcançar 2022

Barra de Santana, no Cariri Oriental paraibano, detentora de uma das mais expressivas bacias leiteiras da Paraíba, pede socorro ao Governo do Estado diante de uma das mais severas secas que se perpetua com consequências de um ano com ausência de chuvas e, ainda, consequências da grande seca de 2012 a 2017 além das marcas deixadas pela cochonilha do carmim que dizimou todos os palmais daquele e outros município do território.

Entrevistado no Programa Domingo Rural do último domingo(22/08), o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Paulo Medeiros Barreto explicou que o governo do estado, ao participar de reunião no Fórum Territorial do Cariri Oriental, via Pasta da Agricultura Familiar, prometeu trazer ações em políticas de subsídios para a pecuária sem que na prática tenha sido estendido a mão amiga do estado até o momento. “Minha preocupação maior está já na questão 2021, eu estou temendo muito o abandono de muitas famílias na questão da produção do leite, já que Barra de Santana é uma bacia leiteira e nós estamos aqui com pouca palma porque por conta do inverno a palma não cresce, não conseguimos fazer silagem, o resíduo caro demais, então estou temendo o abandono de muitas famílias da agricultura familiar aqui do nosso município, principalmente da pecuária leiteira”, explica Medeiros Barreto acrescentando temer que muitos empreendimentos não alcancem 2022. “Já tem muitas famílias aqui vendendo suas vacas, já abandonando a produção de leite porque está ficando inviável, e a gente fica preocupado porque não tem sinalização nenhuma de Governo Federal, o Governo do Estado muito pouco ainda, então é preocupante a questão da produção aqui no nosso município e na região, não só Barra de Santana, mas de toda essa região que é uma bacia leiteira muito grande aqui na região Barra de Santana, Caturité, Alcantil, Gado bravo”, lamenta aquela liderança sindical rural. “A gente fica preocupado porque, se continuar dessa forma, os agricultores vão abandonar a produção e vai causar desabastecimento nas cidades e o valor da inflação que termina aumentando por conta da escassez do produto”.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural /

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