Pecuarista reclama de preços baixos no Programa Leite da Paraíba

A produção de leite continua crescente em razão do grande esforço feito pelos produtores de leite que abastecem o Programa Leite da Paraíba sem nenhum reajuste desde a criação em 2003, com preço fixo em R$ 70 centavos, mas em razão da defasagem pouco a pouco os produtores estão perdendo a atração pela venda de leite ao programa governamental. A afirmativa é do agricultor pecuarista e componente da Associação Soledadense dos Produtores de Leite, Junuário Marinho de Melo(foto), acrescentando que quando se faz a comparação do preço do leite com o preço da ração os produtores não conseguem ter resultados na relação custo/benefício.

Ele disse que mesmo com as poucas chuvas registradas os pastos estão escassos o que tem preocupado os produtores de toda a região já que a pastagem representa muito para possíveis baixas de custo na produção. “A gente percebe que está se desenhando uma seca verde, tem chuva em cantos esporádicos onde traz para o produtor toda essa preocupação porque a gente está vendo, não tendo o inverno regular pelo menos, porque a gente sabe que aqui no nosso Cariri é assim. No ano passado foi um caso atípico, a gente tem a certeza como caririzeiro que somos, produtores e criadores que somos em nossa região que isso não vai se desenhar todo ano, mas que está se desenhando mais esse período que talvez seja uma seca verde e que vai incomodar muito essa questão do custo de ração”, adverte o criador.

Januário afirmou que que na criação do Programa Leite da Paraíba, no ano 2003, os preços eram bastante atraentes, mas com o passar desses anos o preço do leite ficou muito aquém da realidade da produção e lembrou que no início do Programa muitas pessoas compraram animais e ao longo desse período foram se desfazendo por entender que a atividade leiteira já não tinha mais interesse e vantagens aos produtores. “Então eu acho que chegou o momento até das próprias autoridades governamentais se debruçarem em cima disso e ver essa realidade de não poder deixar quebrar um programa que tem sido tão bom fomentador do crescimento da produção e que o produtor tenha condições de se manter em sua propriedade”.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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