Pesquisa revela que cobertura morta aumenta produção em até 200%

O plantio de melão com cobertura do solo ou “mulching” pode resultar em colheitas 200% maiores que a produtividade média – 20 t/ha – registrada no Vale do Submédio São Francisco. Testes com cinco materiais orgânicos e sintéticos – polietileno preto, polietilieno dupla face, casca de coco, capim e bagaço de cana – realizados por pesquisadores da Embrapa Semi-Árido registraram produções de frutos entre 65 t/ha e 74 t/ha.

A informação é do assessor de comunicação da Embrapa Semi-Árido, Marcelino Lourenço Ribeiro Neto, justificando que a maior colheita foi registrada na área de teste que utilizou o capim buffel como cobertura de solo. “Nesta condição, a quantidade de água aplicada à cultura foi a menor de todos os outros materiais avaliados”, relata Ribeiro, acrescentando que o pesquisador daquela unidade, engenheiro agrônomo Marcos Braga, explicou que para um ciclo de irrigação de 75 dias, a área coberta com capim produziu 74 t/ha com o uso de 45 litros de água/kg de fruto e que no cultivo convencional, também avaliado neste estudo, a produção foi menor (59 t/ha ) e a quantidade de água empregada foi a maior: 57 l/kg. “Ele explica que, no estudo, a produtividade média do sistema convencional superior à da região – 20 t/ha – se deve ao fato de que nos testes foram utilizadas mudas de boa qualidade genética, irrigação controlada e fertirrigação com base na curva de absorção de nutrientes da cultura do meloeiro – tecnologia não muito usada na região”, complementa.

Ribeiro lembrou que o cultivo de melão é uma alternativa de renda para pequenos e médios produtores, que o uso da cobertura do solo com um produto como o capim não é apenas barato, que a grande produção, a boa qualidade dos frutos, o menor uso de água são argumentos importantes para a introdução dessas inovações técnicas pesquisadas por Marcos Braga, Rita de Cássia Souza Dias, Nivaldo Duarte Costa e Gerado Milanez de Resende.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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