Pesquisador da Embrapa alerta sobre o carrapato que pode transmitir a febre maculosa
Luiz Antonio da Silveira Melo, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), entomólogo, conhece bem o carrapato-estrela, Amblyomma cajennense. Ele explica que sua ocorrência pode estar em todas as regiões do país e sua picada, além de produzir intenso prurido no local e lesões na pele, pode inocular a bactéria Rickettsia rickettsii, causadora da febre-maculosa.
A afirmativa á da assessora de comunicação da Embrapa Meio Norte, Cristina Tordin, justificando que o pesquisador é da opinião de que como esse carrapato é importante para a saúde humana, são frequentes as campanhas públicas de prevenção à doença, porém poucas informações são fornecidas sobre o carrapato vetor e que essas informações são muito importantes para evitar a aquisição da doença, que pode atingir a população rural ou urbana.
Ao contatar com Stúdio Rural aquela assessora informou que o pesquisador estuda o ciclo de vida do carrapato explicando que o ciclo inicia-se pela larva ou micuim (1) que é um carrapato minúsculo, com 6 pernas, difícil de se ver e que por isto as pessoas são mais picadas nessa fase, justificando que após alguns dias alimentando-se do hospedeiro (2), as larvas vão para o solo, trocam de pele e passam à ninfa (3), que tem 8 pernas, voltando para o hospedeiro, fase em que os carrapatos têm por volta de 4mm de comprimento, são castanho-escuros e facilmente visíveis. Sugam sangue até ficarem inchados, voltam para o solo, passam para a fase adulta (4) e retornam à última hospedagem, onde há o acasalamento (5). Depois, o macho morre e a fêmea permanece sugando sangue até ficar ingurgitada (bem gorda), caindo ao solo para fazer a postura (7) que pode ter de 5 mil a 8 mil ovos.
Tordin advertiu que, segundo o pesquisador, para chegarem no hospedeiro, os carrapatos sobem pela vegetação, principalmente em capins e ficam à espera da passagem de um animal ou de uma pessoa, agarrando-se a ela e que na época de grande infestação, podem também chegar pelo chão, subindo pelos pés. Os hospedeiros preferidos são os equídeos – cavalos, mulas e outros, mas atacam outros animais como capivara, veado, boi, porco, cão, carneiro, coelho, tatu, gambá, rato, algumas aves, lagartos, cobras e os humanos, explica a jornalista, acrescentando que a contaminação pelo agente da febre-maculosa só ocorre se os carrapatos estiverem infectados já que são os responsáveis pela manutenção da bactéria na natureza, juntamente com capivaras e outros grupos de mamíferos silvestres.
A melhor maneira de prevenir o ataque do carrapato e a doença, explica, é evitar o trânsito em áreas visitadas por capivaras – proximidades de rios, córregos, lagoas e áreas de pastejo, principalmente de equinos. Outra forma comum de infestação de carrapatos é nas proximidades de residências, levados por cães que vivem soltos. Nesse caso, a prevenção é pelo tratamento dos animais, finaliza.
Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural




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