Pesquisador evidencia trajetória para uma nova cultivar de algodão colorido da Embrapa

Durante o Programa Domingo Rural deste domingo(13/06), o pesquisador da Embrapa Algodão, Marenilson Batista da Silva, falou sobre um conjunto de testes de novas linhagens de variedades do algodão na busca da combinação para uma nova variedade de cor de algodão para ofertar ao mercado. “A Embrapa está em trabalho muito adiantado com linhagens de algodão colorido que nós acreditamos que em breve, quando a gente fala breve pode ser um ano, pode ser dois, pode ser três, tenhamos uma nova cultivar de algodão colorido no campo”, explica Batista justificando que pesquisas desses materiais é uma trajetória de combinações de cores na busca de um novo e definido colorido. “Nós temos os nossos pesquisadores melhoristas à fazer cruzamentos e avaliações resultantes desses cruzamentos onde você pega um algodão branco com alta produtividade e ótima fibra, cruza com algodão marrom, depois cruza com verde, daí volta a cruzar com marrom, aí ficou muito bom, mas ficou muito claro, daí cruza com o mais escuro, ficou muito bonito, mas não tem fiabilidade, então cruza com o branco e assim vai”, exemplifica Marenilson, justificando que a meta a entregar um novo produto no melhor tempo possível.

Ele explicou que foi iniciado um trabalho interno em casas de vegetação e que com as novas linhagens já bem promissoras, esses produtos passaram a ser levados à campo pra verificar se apresentam os desempenhos agronômicos apresentados nas casas de vegetação. “Nós temos linhagens em campo, multiplicando pra ver se realmente essas linhagens apresentam características de cor bonita que atraia o mercado da moeda, fiabilidade, resistência, que possam produzir tecidos, que possam produzir malhas e é esse o trabalho que é feito diariamente na Embrapa pela equipe de melhoramento sempre querendo buscar uma cor mais bonita, uma cor diferente, um produto mais resistente, seja resistente a seca, seja resistente a uma determinada praga, a uma doença e assim acontece a pesquisa”, detalha Batista da Silva.

Ele explicou que campos produtivos de conhecimentos estão em execução no Assentamento Rural Margarida Maria Alves, município de Juarez Távora, Agreste paraibano, objetivando observar o conjunto das qualidades apresentadas pelas linhagens e ao mesmo tempo buscar acrescentar o conjunto das qualidades almejadas à esses produtos agronômicos. “Ainda temos estrada pra andar em todos os aspectos, tanto no aspecto de cultivar nova como no aspecto dos sistemas de produção, e Juarez Távora hoje abriga um projeto que é tecnologia para o aprimoramento do sistema de produção do algodão colorido orgânico no agreste que, além de teste de cultivares que já existem, também as fases de multiplicação de linhagens”, explica justificando tratar-se um conjunto amplo de observação relacionado população de plantas, épocas de plantio, tipos de adubação e o uso de outras culturas leguminosas pensando na rotação de culturas dos sistemas agroalimentares.      Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural /

Deixe seu comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos marcados como (obrigatório) devem ser preenchidos.

Newsletter

Através da nossa newsletter você ficar informado, o informativo do estudo rural já conta com mais de 20 mil inscritos, faça parte você também.

Back to Top