Pesquisadores e extensionistas avaliam expectativa para produção do algodão agroecológico

Pesquisadores e técnicos da Embrapa Algodão e IPA, Instituto Agronômico de Pernambuco, participantes de um curso sobre a produção sustentável da cultura no auditório da Embrapa em Campina grande, durante os 04, 05 e 06 de maio avaliaram, através dos Programas Radiofônicos das emissoras pareceiras de Stúdio Rural, conhecimentos e técnicas de plantio do algodão agroecológico compartilhados em sala de aula e resultados práticos apresentados em campos produtivos no Assentamento Queimadas de Remígio.

Durante a semana os programas e emissoras parceiras falaram com os componentes diversos sobre a revitalização da cultura, repassando conhecimentos aos ouvintes sobre os programas governamentais para a retomada da produção, sobre o entendimento no processo de convivência com insetos e pragas de forma natural dentre outras informações.

Marcyleine Pessoa Leite de Lima, é agrônoma do IPA na região do Pageú pernambucano e falou sobre a participação dela no curso ofertado pela Embrapa, dizendo ter sido seu primeiro contato com o novo modelo de produção do algodão de forma agroecológica e sobre o trabalho que será desenvolvido junto aos produtores rurais no Estado de Pernambuco já que o governo daquele estado está programando campos de produção de sementes básicas neste ano de 2009 e produção de forma mais ampla da cultura em 2010.

Urias de Menezes Feitosa é técnico do IPA em Serra Talhada e falou sobre o objetivo da vinda ao Estado da Paraíba e disse ter sido importante aprendizado a cerca do trabalho prático que vem sendo feito junto as famílias agricultoras locais tomando como base a visita de campo feito por aqueles componentes ao Assentamento Queimadas de Remígio onde as famílias desenvolvem produção agroecológica anualmente com resultados práticos positivos.

Antônio da Silva Carvalho, extensionista no município de Quixaba-PE disse que sai capacitado para um processo de multiplicação naquele município pernambucano de forma integrada com outras comunidades dentro do projeto governamental. “O governo pernambucano vem atenuando para esse sentido, está sendo sensível ás reivindicações dos seus agricultores através de suas unidades representativas como associações, sindicatos, conselhos e com certeza também temos aí já uma presença bem descente com s retomada da assistência técnica dos programas assistenciais do governo federal que é parceiro primário do governo do estado e acreditamos que possamos levar condições mais propícias para o nosso produtor”.

O supervisor do Departamento de Assistência Técnica da Unidade de Estudos e Projetos e Extensão Rural do IPA, Dijair Alves da Silva, disse que as tecnologias serão bem aproveitadas em terras pernambucanas e acredita que em breve intercâmbios estarão sendo feitos entre as representações da Paraíba e Pernambuco. “Eu achei válida a experiência e tem algumas coisas que vamos levar pra lá, especialmente as experiências do seu Sinésio com relação ao cultivo do algodão orgânico que lá nós não temos ainda essas experiências, a experiência que nós temos lá é na área de hortaliças orgânicas, mas na de algodão não, então nós vamos fazer alguma coisa já de imediato que é na área de produção de sementes orgânicas”, argumenta Dijair, acrescentando que um trabalho de monitoramento na entrada do bicudo nas áreas trabalhadas será desenvolvido com plantas aromáticas e outros métodos que possam contribuir no controle do inseto bicudo.

O gerente do Núcleo de Pesquisa Técnica e Fomento a Negócios da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do governo pernambucano, João Luis Barboza Coutinho, ao visitar o Assentamento Queimadas na última quarta-feira(06/05) disse sair satisfeito com os resultados apresentados e estratégias de produção apresentados pelo agricultor experimentador José de Sinésio, porém garantiu que aquele instituto de pesquisas fará esforços no sentido de plantar de forma diferenciada do que a Paraíba, buscando aproveitar o inverno de forma mais intensa. “Na verdade tem um zoneamento trabalhado pelo Ministério da Agricultura, Embrapa onde determina por município a época oportuna de plantio e nós sabemos que a cada 15 dias que você deixa de plantar no início das chuvas, sua produção diminui. O que a gente viu aqui conversando com seu Sinésio é que seu Sinésio pra fugir do ataque do bicudo ele está retardando o plantio em 60 dias, ou seja, 60 dias de chuvas desde o início das chuvas é muita água que se perdeu e quando plantou o algodão ele já estar plantando no meio ou já pra lá do meio das chuvas com o tempo esquentando, esse tempo esquentando e pouca chuva é desfavorável a produção do algodão, ou seja, vai cair mais botão floral no abortamento natural que existe e mais o abortamento motivado pela quentura e também pela menor quantidade de água disponível no solo”, insiste aquela liderança dizendo acreditar ser preciso controlar o bicudo antes do plantio com tecnologias.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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