Agricultores e lideranças de PE, RN, PB e CE discutem em Lagoa Seca produção do algodão agroecológico

Representações de agricultores e os próprios agricultores experimentadores participaram durante a última quinta e sexta-feira(07 e 08 style=mso-spacerun: yes>  de maio) em Lagoa Seca, no Brejo da Paraíba,de um encontro discutindo ações que fortaleçam a produção e o mercado do algodão agroecológico. Durante a reunião todos apresentaram propostas para fortalecer o projeto de produção, ações que envolvam mais famílias e mesmo ações que fortaleçam o trabalho que já vem sendo feito pelas famílias já envolvidas.

Para o assessor da organização cearense de agricultores Esplar, Pedro Jorge, o encontro da Rede do Algodão Agroecológico do Semiárido pretendeu realizar um plano de trabalho delineado para o decorrer de 12 meses no sentido de manter, ampliar e dar cada vez mais vida a articulação de entidades de agricultores e agricultoras familiares e organizações do segmento que estão no apoio da proposta agroecológica do algodão numa perspectiva de envolver mais as famílias agricultores no processo de representação de suas organizações de base.

Já o técnico de vendas dos produtos da agricultura agroecológica no Compartimento da Borborema e componente da Arribaçã, Ranyfábio Cavalcante, o encontro cumpriu seu papel de reunir as entidades e agricultores envolvidos e encaminhar pontos em comum aos quatro estados envolvidos no processo de produção, comercialização e consumo do produto com propostas de ampliação dos componentes da Rede. Ele disse que a expectativa é excelente para este ano de 2009 com amplo crescimento dos grupos de produção integrados a rede e garante que o bicudo tem sido trabalhado com resultados positivos dentro do processo de convivência com o inseto. “Olha, até o momento nós não tivemos nenhum momento com o bicudo de relevância, são casos isolados quando aparece o bicudo, mas com as práticas que os agricultores vêm usando da época de plantio, espaçamento, uso de produtos naturais, consórcio com outras culturas, isso vem dando pra trabalhar o algodão de forma agroecológica sem ter grandes preocupações com a praga do bicudo”, comemora.

O representante do Centro Sabiá e Diaconia, em Afogados da Ingazeira-PE, Walace Medeiros, falou sobre o trabalho que está sendo feito em todo o Pajeú pernambucano pelas entidades e agricultores parceiros além de avaliar o trabalho desenvolvido durante os dois dias de encontro acontecido em Lagoa Seca. “Os trabalhos estão sendo feitos em parceria com a Diaconia e com o Caatinga, os municípios nossos do Pajeú são Afogados da Ingazeira, Iguaraci e Sertânia”, relata, acrescentando que há um forte envolvimento das famílias agricultoras na busca de uma nova alternativa, muito embora ainda se tenha certo receio em razão dos traumas do bicudo em épocas passadas.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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