Plenária territorial constata avanços na economia e revela entraves em razão da falta de política de reordenamento agrário pelo governo
A plenária ordinária do Fórum do Território de Desenvolvimento Rural do Cariri Oriental deste mês de junho, acontecida em Soledade no último dia 06, apresentou dados importantes na aplicação de recursos do crédito (Clique e leia), avanços significativos em atividades econômicas como a caprinocultura e bovinocultura leiteira, seus processos de agregação de valores, mas ao mesmo tempo constatou faltas graves de políticas públicas do governo que geram entraves significativos ao desenvolvimento das cadeias produtivas nos diversos municípios a exemplo da falta de uma política de reordenamento agrário que viabilizem as unidades produtivas junto ao conjunto da entidades a exemplo das credoras.
Durante o evento, gestores de crédito do Banco do Nordeste participaram apresentando dados positivos quando comparados a anos anteriores, mas mesmo assim constata-se burocracias que impedem grande parcela das famílias terem acesso a políticas públicas por falta de escritura de suas unidades produtivas, fato que sugere estar acontecendo em, no mínimo, em todo o território paraibano. “Certamente tem todo esse recurso e tem alguém fazendo investimento, mas a burocracia é muito grande, primeiro: a maioria dos pequenos agricultores não tem escritura pública, e se ele não tem escritura pública ele não pode fazer o cadastro da Defesa Agropecuária; se ele não tem o cadastro da Defesa Agropecuária ele não pode comprar animais e ter a GTA, Guia de Trânsito Animal, dentre outros; não pode comprar o milho na Conab, então é um monte de entraves, quando vai para o Banco se você não tem escritura pública você não tem os outros cadastros, então a burocracia é muito grande”, explica o presidente do Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Barra de Santana, Paulo Medeiros Barreto, durante entrevista ao Stúdio Rural.
Conforme Barreto, o Banco tem dinheiro e acredita que o atual governo vai inserir mais recursos dentro das instituições credoras destinadas aos agricultores, mas acrescenta que a falta dessas diversas outras políticas fará com as famílias agricultoras fiquem de fora de muitas outras ações públicas governamentais. “Cada vez mais está piorando, nesses últimos anos vem piorando para os agricultores na questão burocracia e agora a gente está quase desanimando com tanta burocracia e nisso o governo vai ter que tomar a providência”, reivindica Medeiros Barreto justificando que, se os dados do BNB apresentados revelam avanços, em tendo resolvido esses entraves, os resultados seriam bem mais acentuados. “Se alinhar todas as ideias com as necessidades e a boa vontade da instituição financeira que é o Banco do Nordeste, ligado diretamente ao governo federal, e o agricultor que pensa em produzir, aumentar a sua produção e permanecer na zona rural, se não desburocratizar a tendência é piorar, agora se facilitar na burocracia, certamente o agricultor vai ser beneficiado, vai produzir mais e melhorar sua qualidade de vida na zona rural”, arremata.
Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural
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