Produtores de alho juntam forças para fortalecer projeto de produção em Ribeira

Lutar de forma séria e criativa. Essa é a meta a ser empreendida pelos agricultores familiares da comunidade Ribeira de Cabaceiras, no sentido de fazer com que o projeto de revitalização do alho daquela comunidade seja levado a frente e a sério por parte das entidades responsáveis em gerir os recursos de capacitação e estruturação para a agregação de valor, conforme o que foi negociado entre as entidades parcerias com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Projeto Petrobrás, contrato que assegura que o projeto deveria está pronto em sua totalidade durante o ciclo da cultura que teve início no mês de julho do ano passado.

style=FONT-FAMILY: Roman?,?serif? New ?Times>Em reunião realizada na última segunda-feira(10), as famílias de agricultores apresentaram sua frustração e expectativa em fazer com que o processo de agregação de valor seja desenvolvido, mesmo com o atraso registrado já que o beneficiamento do alho em forma de pasta deveria ter sido feito no mês de dezembro de 2007 a partir da aquisição de uma máquina especializada que deixou de ser executada pela Coopagel, cooperativa responsável pelo gerenciamento dos recursos e do projeto.

style=FONT-FAMILY: Roman?,?serif? New ?Times>Para o agricultor Lindário Ramos de Andrade(foto), a falta da máquina beneficiadora está fazendo com que o alho se perca no galpão já que a produção está secando, desidratando e comprometendo a qualidade do produto e desestimulando as famílias de produtores interessadas em participar do novo momento de produção naquela comunidade e no município. “A gente já era pra está produzindo a pasta do alho, porque houve um problema e nós estamos desestimulados porque não sei o que houve que deu entrave lá no projeto e até essa data o produtor trabalhou e não recebeu nada, não viu nem a cor do dinheiro”, lamenta o agricultor dizendo ainda acreditar no soerguimento do processo. Ele disse que algo tem que se feito para a recuperação do crédito da cooperativa junto ao projeto e aos agricultores.

style=FONT-FAMILY: Roman?,?serif? New ?Times>O agente de desenvolvimento do BNB, José Vicente, disse ser de fundamental importância que a cooperativa supere as questões de ordem burocrática e conclua o projeto da forma que foi negociado com a financiadora das ações, Petrobrás e MDA, fazendo com que o estímulo dos produtores volte á tona no resgate de uma cultura que já representou muito para a economia da região e a projeção da cidade de Cabaceiras em todo o Estado e região. “Esse é um projeto de investimento para a revitalização da cultura do alho na comunidade de Ribeira, em Cabaceiras, e por ser um projeto ele está inserido num processo e esse processo contempla várias etapas e, por questões de ordem burocrática das instituições e das entidades você percebeu claramente que houve um retardamento na implantação das fases desse projeto e a gente percebe também que os produtores estão sentindo esse retardamento na conclusão da implantação do projeto. E aí nós estamos trazendo de volta as instituições parceiras juntamente com os produtores e com a diretoria da associação para juntos encontrarmos uma solução, ou seja, nós estamos aqui vendo qual a maneira mais fácil da gente conseguir contornar essa dificuldade na questão da liberação das máquinas para o processamento da pasta do alho que é um dos problemas que mais vem afligindo, que mais vem preocupando os produtores, porque eles trabalharam, produziram no ano passado e até agora não viram a cor do dinheiro fruto desse trabalho”, argumentou o representante do BNB na região.

style=FONT-FAMILY: Roman?,?serif? New ?Times>A secretária da ARPA, Associação Ribeirense dos Produtores de Alho, Julieta Duarte de Farias, ao contatar com Stúdio Rural, disse acreditar ser necessário que todas as entidades se esforcem para viabilizar o projeto, fazendo com que as práticas sustentáveis sejam dadas prosseguimento em ações futuras por parte das famílias de agricultores. “Eu mesma como sou agricultora de 60 anos que comecei a trabalhar com 8 anos de idade o trabalho em alho até hoje, eu amo essa cultura porque foi dela que a gente sobreviveu nesse Cariri seco e então a gente fica assim desestimulado quando dar esse paradeiro de comercialização, de apoio que a gente já tivemos muito apoio e agora está um pouco de vagar e isso desestimula muito e eu como agricultora já disse que esse ano se não continuar eu não posso plantar mais”, lamentou a agricultora.

style=FONT-FAMILY: Roman?,?serif? New ?Times>Stúdio Rural entrevistou o representante da Coopagel, Cláudio de Jesus que informou a cerca do atraso em torno do projeto. “O que acontece de fato são alguns atrasos burocráticos que fazem com a comercialização, ou seja, a produção ela seja beneficiada e a comercialização seja realizada, a gente percebe o seguinte: que neste início de ano por conta de férias das pessoas nas instituições e por conta também de atraso também de recursos a programação que a gente estava com expectativa atrasou um pouco, mas a gente está retomando essas atividades entre Coopagel e a comunidade junto com os parceiros para poder agilizar o quanto possível”, explicou o representante da prestadora de serviços.

style=FONT-FAMILY: Roman?,?serif? New ?Times>O secretário de agricultura e meio ambiente do município, Carlos José, disse que o executivo faz seu papel ao convidar todas as partes na busca de alternativas capazes de assegurar condições aos produtores para continuarem trabalhando num sistema de produção que resgate o potencial do município, gerando ocupação e renda de forma sustentável. “Alguém deixou de cumprir a sua parte mas a gente hoje, nós chamamos a atenção de quem estava devendo isso e hoje foi cumprido com o dever, então nós vamos lutar para funcionar”, justiçou o representante do executivo cabaceirense.

style=FONT-FAMILY: Roman?,?serif? New ?Times>Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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