Região do Cariri consegue produzir algodão agroecológico com sucesso em 2009

O cultivo do algodão agroecológico na microrregião do Cariri Ocidental está em pleno vapor e com perspectivas de sucesso nesta safra 2009, segundo informações repassadas pelo técnico do projeto que é financiado pela Petrobrás e Governo Federal com gestão da Cooperativa Coopagel, através do Projeto Dom Helder Camara, Francisco Fontinelle Feitosa Santa cruz, em entrevista concedida a Stúdio Rural esta semana. Ele informou que o Cariri está iniciando a colheita de todo o plantio situado em comunidades do município de Sumé e Prata, envolvendo 25 famílias num total de 18 hectares e perspectiva de produção de 5 mil quilos acrescidos de culturas de milho, feijão, gergelim, amendoim, sorgo entre outras culturas que somam no orçamento familiar e que a pretensão do projeto Petrobrás e parceiras é expandir para mais 300 famílias no ano de 2010.

Feitosa Santa cruz lembrou que o projeto tem o apoio tecnológico da Embrapa Algodão que tem acompanhado as ações com ênfase para o bicudo que representa uma das mais perigosas pragas para a produção e produtividade da cultura em toda a região e garante que a temível praga teve aumento nesta safra o que requer mais cuidados por parte de todas as parceiras. “A gente percebeu que o bicudo realmente cresceu o número da praga nos consórcios que estão implantados esse ano, isso é remanescente do campo de produção de sementes que a gente plantou no Cariri paraibano no outubro de 2008 e isso aí foi o ideal para que esse bicudo se alimentasse e ficasse hospedado pra está atacando agora esses plantios que a gente tem no momento, mas uma forma de conviver com esse bicudo a gente tem orientado aos agricultores é estar sempre fazendo a catação dos botões florais que forem encontrados caídos dentro da área e também a gente está aplicando um produto agroecológico que é caulim que vem surtindo efeito também no combate ao bicudo”, explica Fontinelle.

Aquele técnico falou sobre a importância das famílias buscarem informações sobre os novos tempos de plantio do algodão, evidenciando o papel importante que as entidades parceiras tem exercido e podem exercer junto as famílias para o sucesso do plantio e colheita da cultura adiantando algumas informações tecnológicas de importância para os ouvintes das emissoras parceiras.

Quem também dialogou co Stúdio Rural foi o agricultor Sebastião Francisco Sobrinho, Bastinho, residente na comunidade Barro Vermelho de Sumé, que está fazendo um trabalho de produção integrada da cultura e garante que com o acompanhamento dos técnicos a cultura vem oferecendo vantagens com perspectivas de sucesso nesta safra 2009 e garante que o sucesso está relacionado ao manejo e cuidados culturais exercidos por cada família agricultora envolvida no projeto. “Tem muita dificuldade, tem botão floral pra catar, tem curuquerê, tem meio mundo de pragas, muitas coisas que está em cima dele(algodão) e a gente tem que catar pra não se alastrar”, explica Bastinho.

Aquele agricultor multiplicador adverte para o fato de que se cada agricultor não tomar as medidas técnicas necessárias a tempo e de forma coletiva poderá ter grandes problemas para conseguir sucesso com a cultura dentro do modelo de produção agroecológica. “Na realidade é isso mesmo, se não fizer o manejo certinho, se não arrancar no final da colheita, se deixar ele ficar florando, botando flor e conservar ele com certeza vai se alastrar o bicudo novamente e vai acabar com a safra, ninguém tem”, antecipa o agricultor.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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