Representação da ASA afirma que capital financeiro invade governo para vender cisterna de plástico para o semiárido

As empresas interessadas em vender cisternas de polietileno ao governo federal para serem utilizadas nos municípios do semiárido estão invadindo o governo na perspectiva de vender esses produtos dentro da proposta do governo de universalizar a água através dos equipamentos destinados ao armazenamento da água e já estão enfrentando a resistências do movimento da ASA Brasil através das ASAS estaduais como é o caso do processo de resistências das entidades da agricultura familiar do estado da Paraíba que estão fazendo verdadeiras turnês pelos municípios do interior do estado com o objetivo de mostrar que essa esse objeto não está contida nas tecnologias sociais adaptáveis à região, representando tecnologia cara, pouco eficiente e não aconselhável para o acúmulo de água de beber por representar perigo a saúde da população.

Entrevistado no Programa Domingo Rural do último domingo(21/07), o componente da ASA-PB, Articulação do Semiárido Paraibano, Edvan Farias de Araújo(foto), informou que as entidades estão fazendo um trabalho de conscientização junto aos gestores públicos municipais no sentido de fazê-los ver que as cisternas de placas têm todo um processo que beneficiam a agricultura de cada município a partir da geração de trabalho e renda já que utiliza a mão de obra de cisterneiros da região, representa circulação de recursos financeiros em todos os municípios de todos os estados do semiárido já que todo o produto é comprado nos comércios regionais e trata-se de um produto com capacidade de recuperação quando necessário já que são produtos feitos com areia, cimento, brito, arame dentre outros produtos que permitem todo um processo de restauração quando necessário. “Estão tentando entrar com esse produto em nossa região, mas nós na região do coletivo, juntamente com a ASA Paraíba estamos dizendo que não. Temos uma posição contrária, não porque a gente vem construindo essa estratégia da cisterna de placas na perspectiva da convivência, mas pela forma como essas cisternas de plástico chegam que contradiz tudo o que a gente vem pregando com relação a sustentabilidade, a questão ambiental, a questão do bom uso dos recursos públicos numa vez que essas cisternas de plásticos envolvem muito mais recursos na sua construção e na sua implementação de que as cisternas de placas, numa que os recursos para se construir cada item desses dá pra se construir duas cisternas de placas e ainda sobra um recurso que é recurso nosso e portanto deve ser bem aproveitado e bem usado, sem contar que a mão de obra envolvida não é da nossa região, o material empregado também não é da nossa região, a tecnologia empregada ninguém consegue consertar quando tiver algum defeito, ao passo que as cisternas de placas todos os municípios tem alguém lá, um pedreiro, uma pessoa que foi capacitada que podem, enfim, fazer um concerto num eventual problemas que dê”, explica aquela liderança ao dialogar com o público ouvinte de nossas emissoras.

Ao dialogar com nosso público ouvinte, aquela liderança disse que as entidades estão se fortalecendo para combater as práticas governamentais que venham a tentar impor recursos e políticas públicas fora do espaço de discussão das entidades da sociedade civil que trabalham para o processo de utilização de tecnologias adaptáveis a região semiárida. “Esse recado em outros espaços já foi dado através da própria ASA Brasil que é lá onde acontecem as negociações, onde o pessoal faz negociações com o governo federal, então a gente está reafirmando isso, defendemos a universalização da água de beber para todos, porém sem cisternas de plásticos PVC porque a gente entende que vai na contra-mão da nossa história”.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

Deixe seu comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos marcados como (obrigatório) devem ser preenchidos.

Newsletter

Através da nossa newsletter você ficar informado, o informativo do estudo rural já conta com mais de 20 mil inscritos, faça parte você também.

Back to Top