Representante da FAO evidencia algodão no Mercosul durante entrevista no Domingo Rural

Participando de entrevista no Programa Domingo Rural deste domingo, 01 de novembro, direto de Santiago do Chile, a coordenadora regional do Projeto Mais Algodão implementado pela Oficina Regional da FAO para a América Latina e Caribe em conjunto com a Agencia Brasileira de Cooperação – ABC, Adriana Calderan Gregolin, fez um amplo balanço das dinâmicas de produção e mercado do algodão em diversos países participantes da Cooperação Trilateral Sul-Sul que envolve países como Paraguai, Argentina, Uruguai, Peru, Bolívia, Colômbia, Equador dentre outros. “Eu estou aqui no Chile e faço a coordenação regional desse projeto, faço a gestão técnica e financeira com a equipe que me acompanha aqui e faço todo um suporte na articulação junto com a Agência Brasileira de Cooperação com as instituições brasileiras e também tenho que fazer a articulação e gestão com as instituições que estão em outras partes nos países que são cooperantes a exemplo do Paraguai, Peru, Bolívia, Colômbia, Argentina, Equador e a gente tem também o Haiti, nós temos coordenadores nacionais nesses países que eu citei e esses coordenadores gestionam projetos aproveitando todo esse conhecimento acumulado no setor algodoeiro da agricultura familiar brasileira a exemplo da Embrapa e da Empaer”, explica inicialmente em contato com nosso público ouvinte.

Gregolin falou sobre o início do projeto, sobre a realidade atual e sobre as perspectivas futuras para a cultura enquanto forte geradora de trabalho e renda no mundo. “Esse projeto nasce por uma iniciativa do governo brasileiro que, no âmbito do contencioso do algodão, ganhou uma causa na Organização Mundial do Comércio, recebeu um recurso que é administrado pelo Instituto Brasileiro do Algodão com as associadas da ABRAPA, que estão fazendo um trabalho muito profissional pra ampliar a competitividade do setor algodoeiro brasileiro e estão conseguindo, hoje o setor algodoeiro brasileiro é uma referência no mundo e a partir dessa negociação com esse recurso dessa causa que o Brasil ganhou dos Estados Unidos junto à OMC, uma parte desse recurso, 10% foi destinado para que a Agência Brasileira de Cooperação pudesse destinar aos países em desenvolvimento da região para apoiar a retomada da produção do algodão”, explica justificando as quedas acontecidas em razão da falta de preços internacionais, tecnologias e de políticas públicas dentre outras.

Aquela liderança acompanha permanentemente a comunicação do Stúdio Rural que aglutina as diversas experiências trabalhadas pela agricultura familiar na região semiárida e garante que essa comunicação rural vem dando ampla contribuição para a integração desses projetos de produção do algodão na diversidade da agricultura do campesinato brasileiro. “Eu vejo de uma forma muito positiva, sabe Tavares, principalmente nesse contexto que a gente está vivendo de pandemia do Covid-19 com uma série de desafios para que a informação chegue no campo, chegue às famílias agricultoras, aos técnicos, todo esse conhecimento que está acumulado com as instituições de pesquisas, universidades, instituições de extensão rural, então esse trabalho comunicacional que vocês fazer através desses meios é fundamental, eu vejo como fundamental porque eu sei que chega nas famílias agricultoras e a informação é de grande relevância”, enaltece aquela liderança.   

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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